17 Jul 2014 a 19 Jul 2014

Terceiro Dia de Meo Marés Vivas: Chegando a Bom Porto

As portas do recinto no Cabedelo abriram a 19 de Julho para encerrar a 12ª edição do  MEO Marés Vivas  e convenhamos que, à boa maneira lusitana, a melhor Maré ficou guardada para o fim.

Pouco passava das 18:00 quando Mimicat fez as honras ao Palco Santa Casa para o que viria a ser um cocktail de boas-vindas aos já presentes, e aos que iam chegando ao recinto e se aproximaram para a ouvir. Presente entre o público esteve Aúrea, que distribuiu sorrisos e balançou ao som das muitas canções. O disco de apresentação de Mimicat será lançado já no fim do Verão e conta com notórias influências dos “oldies”  das décadas de 50 a 70.

Mimicat Ver todas as fotos de Mimicat no MEO Marés Vivas

Os The Black Mamba subiram ao palco pelas 19h15 para, à semelhança do que fizeram há poucos dias no palco principal do Alive, brilharem para um público que rapidamente preencheu o espaço do Palco Santa Casa, dando força à opinião de que a banda já merecia mais do que o palco secundário. A voz soul bem suportada pela destreza na guitarra e uma competente banda proporcionaram um espetáculo interessante, com o público a reagir de forma efusiva aos singles com mais airplay.

The Black Mamba Ver todas as fotos dos The Black Mamba no MEO Marés Vivas

Começava o Sol a descer para dar lugar à última noite do MEO Marés Vivas, quando os We Trust sobem ao palco. André Tentúgal e a sua banda tocaram o som perfeito para um fim de tarde solarengo após a torrencial chuva da noite anterior. Descontraídos, acompanhados por um quarteto de cordas e uma secção de sopro, e com um público já consideravel, deram um muito bom concerto e, como os próprios cantam, foi melhor nem parar de dançar até ao fim.

We Trust Ver todas as fotos de We Trust no MEO Marés Vivas

Os The Gift subiram ao palco e arrasaram, como habitualmente. Simpática e vestida de forma excêntrica, Sónia Tavares governou o palco de coroa na cabeça mostrando que aquele palco era o seu reino e o Cabedelo a sua praia. Dona de uma voz que, mais do que recintos, preenche almas, cantou, fez cantar, captando em absoluto a atenção do público presente no recinto.
O arranque com “RGB”, qual hino ao verão, foi o começo do que se previa ser um alinhamento para aquecer corações e enrouquecer vozes em encore. “Music”, “Driving you slow”, “Primavera” tornam “Fácil de entender” que a banda da esposa do frontman dos Moonspell trilhou caminho para tornar a noite do 19 de Julho ainda mais memorável.
“Ok! Do you want something simple?” foi cantada em coro e plenos pulmões por toda a plateia, que se mostrou assim grata por The Gift nos presentear desta maneira ao longo dos anos.

The Gift Ver todas as fotos dos The Gift no MEO Marés Vivas

Eram 23h00 quando o cabeça de cartaz do último dia do MEO Marés Vivas, Portishead, surge em palco de braço dado a chuva, que começara a orvalhar momentos antes do início do concerto. Cenário ideal para receber Beth Gibbons e companhia, e a inconfundível voz de Gibbons agarrou as atenções de muitos, embora alguns preferissem passear pelo recinto à espera da Soul mais “mexida” de Joss Stone. Começou muito morno, com algumas queixas de falta de interação com o público, mas “Glory box” e “Sour Times”, do album Dummy, que faz 20 anos, foram entoadas na magnífica voz da cantora e da massa humana à sua frente. A banda continua a encantar e a levar o Tri-hop às massas festivaleiras, apesar de acharmos que o seu real valor se mostra em palcos fechados.
No semi-caloroso encore finalizaram com “Roads”, bastante conhecido pelas lides portuguesas mais nocturnas através de remixes infindáveis.

Portishead Ver todas as fotos de Portishead no MEO Marés Vivas

Joss Stone foi sem dúvida a “última bolacha do pacote” e a “cereja no topo do bolo”. A que toda a gente apreciou, saboreou e no fim “chorou por mais”.
Subiu ao palco perto da 1h00 saudando e agradecendo calorosamente o mar de gente que a esperava na Margem Sul do Douro.
Descalça, vestida de preto e de cabelos soltos como se estivesse no areal da praia, apenas dando um pézinho de dança, Joss Stone encantou o público desde o primeiro instante, com os acordes Funk e a sua voz “negra” de Soul. Espelhou a sua alma em cada nota de cada música de forma apaixonante e intensa. Dotada de uma voz divinal, a jovem britânica, sempre com um incomparável sorriso que não desvaneceu por um momento, contagiava os fans que encarecidamente cantaram, balançaram e se deixaram levar pelas ondas positivas que Stone fez agitar neste Marés.
“You had me” e “Teardrop” dos Womack and Womack num registo mais lento, anteciparam um espectaculo apoteótico de hits como “Super Duper Love”, e “Fell In Love With a Boy” (célebre cover dos White Stripes que a catapultou para as luzes da ribalta no seu 1º albúm), que terminou com um “Right to be wrong” num petrificante e soberbo encore, cantado emotivamente por todos e para todos.

Joss Stone Ver todas as fotos de Joss Stone no MEO Marés Vivas

Finalmente, e para surpresa de muitos, que já iam abandonando a zona do palco principal, DJ Ride entrou em cena com os seus “pratos” e, com a participação especial de Jimmy P, conseguiu ainda fazer mudar as ideias de uma considerável parte dos festivaleiros, que voltaram para fazer a festa com ele até bem perto das 5 da manhã.

Uma noite em grande de um MEO Marés Vivas sempre bem composto, com a organização a estimar uma assistência de 70000 pessoas ao longo dos 3 dias do festival, e que justifica o anúncio da realização do mesmo no ano que vem, de 16 a 18 de Julho. E nós cá estaremos para tudo lhe contar, no Horários dos Festivais de Verão.

Liliana Pinto  

Ser Liliana é ser uma mixórdia de coisas, entre elas, Ela.


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Mais sobre: DJ Ride, Joss Stone, Mimicat, Portishead, The Black Mamba, The Gift, We Trust


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