Numa relação nada complicada com os The Temper Trap – Reportagem no CCB

Numa relação nada complicada com os The Temper Trap – Reportagem no CCB

Depois de uma visita a Portugal, por ocasião do Super Bock Super Rock, em 2016, a banda The Temper Trap voltou a espalhar a Sweet Disposition por terras lusas. A equipa musicfest.pt, composta pela Mónica Borges e pelo Francisco Morais, esteve no CCB, no passado dia 14 de Fevereiro.

Precisamente 7 meses depois da sua atuação no festival Super Bock Super Rock ‘16, os australianos The Temper Trap voltaram a Lisboa para dar um toque especial à noite dedicada aos casais, aos amigos que criaram memórias ao som de Sweet Disposition – ou aos que os descobriram recentemente. Afinal, os The Temper Trap chegam a todos e há muito que deixaram de ser só “aqueles que cantam a música do anúncio”.

Desta vez a sala lisboeta escolhida para os receber foi o Grande Auditório do Centro Cultural de Belém e, enquanto esta se ia compondo, a primeira parte ficou entregue aos portugueses Cavaliers of Fun, vencedores da 2ª edição do EDP Live Bands.

As filas de lugares sentados rapidamente se revelaram inúteis quando Dougy chegou com o seu “Como estás Lisboa?!” e soaram os primeiros acordes de Thick as Thieves. Pouco habituados a atuar em salas de lugares sentados, os The Temper Trap mantiveram sempre o público a mexer e a partir do momento em que as pessoas se levantaram já não voltaram ao conforto do assento.

Com uma setlist que lembrava bastante a do SBSR, a banda de Dougy Mandagi, Jonathon Aherne, Joseph Greer e Toby Dundas trouxe novamente o álbum editado em Junho de 2016, Thick as Thieves. Como seria de esperar, houve muito espaço para os clássicos nomeadamente as queridinhas de 2009, Love Lost e Fader, bem como Science of Fear, Ressurection e o instrumental de Drum Song.

De 2012 trouxeram Trembling Hands e Rabbit Hole e do último álbum apresentaram também Fall Together, So Much Sky, Burn, Ordinary World, Summer’s Almost Gone e Alive.

Para o encore guardaram Soldier On e What If I’m Wrong e o público, tão bem treinado, cantarolou o refrão de So Much Sky que Dougy ensinara antes, até que a banda regressasse ao palco mais uma vez. O dia de São Valentim foi, claro, recordado pela banda, Jonathon divertiu-se a distribuir chocolates pelo público e sim, houve pedido de casamento em palco com uma ajudinha dos amigos australianos. Depois do “Ela disse que sim” ouviu-se aquela que é inevitavelmente a música mais esperada dos concertos da banda onde quer que eles estejam, Sweet Disposition.

É fácil gostar dos The Temper Trap e isso reflete-se na reação sempre calorosa do público de quando os recebemos em Portugal, bem como nos agradecimentos desdobrados da banda. É uma relação bonita, nada complicada, daquelas que sabe bem ter.

Edição de Joana Rita

Mónica Borges  

Acho todos os cães bonitos, gosto de festivais e ainda mais de imperiais.


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