Meio Campo Pequeno que valeu por um e meio – o regresso dos Royal Blood a Lisboa

Meio Campo Pequeno que valeu por um e meio – o regresso dos Royal Blood a Lisboa

Os Royal Blood não são de todo desconhecidos para os portugueses e pela terceira vez regressam a Portugal, país escolhido para o arranque da digressão europeia para apresentação do último álbum How Did We Get So Dark?

A noite de 28 de Outubro foi rica em boa música para os lisboetas. De um lado, The National a atuar para um Coliseu de Lisboa esgotadíssimo e, a menos de 4 quilómetros, os Royal Blood marcavam posição no Campo Pequeno. Ainda que com a arena a meio gás, o público presente fez-se valer por um e meio, tal foi a dedicação.

Depois da jornada de festivais, e após a digressão norte-americana a apoiar os Queens of The Stone Age, chegou a vez de os nativos de Brighton iniciarem a sua digressão europeia em nome próprio.

Às 21 horas, e com a bendita pontualidade britânica, os Royal Blood abriram as hostes com o tema que dá o nome ao último álbum de originais da banda, How Did We Get So Dark?.

Estava lançada mais uma noite para os verdadeiros fãs dos ingleses, para os que tinham as letras na ponta da língua, pulmões arejados, e que queriam transpirar rock por todos os poros em mais uma noite quente de Outubro. Tão ou mais quente que a noite que os recebeu há pouco mais de 3 meses no NOS Alive, diga-se.

Num desfile entre músicas do primeiro e segundo álbum de originais foi difícil perceber onde começava e acabava o entusiasmo do público. Foi uma sucessão de hits, exoneração de t-shirts, cerveja no ar, do bom velho mosh e prática do crowdsurfing.

No meio da plateia, e tão entusiasmados como qualquer outro grupo de fãs de Royal Blood, estavam os Black Honey, responsáveis pela primeira parte do concerto.

Não faltaram Come On Over, Lights Out, Little Monster ou Figure It Out mas estaria a mentir se dissesse que foram menos bem recebidas que Hook, Line & Sinker ou I Only Lie When I Love You (ou qualquer outra música do set).

Quaisquer três segundos de aproximação ao silêncio entre temas eram suficientes para reiniciar os cânticos do público que se continuou a deixar encantar pelos riffs mas também pelo parlapié do vocalista e baixista Mike Kerr que nos quis fazer acreditar, mais uma vez, que somos “o melhor país para se tocar”.

Ben Thatcher, como já nos habitou, nem precisou de falar para deixar todos de olhos postos nele, fosse na bateira, ou na sua incursão no meio do público.

Para o encore deixaram-nos Ten Tonne Skeleton e aquele que foi o primeiro single da banda, Out of the Black, ambas cantadas como hinos no Campo Pequeno.

Após pouco mais de uma hora e vinte minutos saímos com um sorriso de satisfação na cara. Venham mais noites quentes de rock, venham mais noites de Royal Blood.

 

Edição: Daniela Azevedo


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Mónica Borges  

Acho todos os cães bonitos e luto incansavelmente por uma carreira como turista, festivaleira e degustadora de waffles. Nas horas vagas salvo vidas.

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