10 Ago 2017 a 13 Ago 2017

Mais uma edição do Sol da Caparica que terminou em beleza

Mais uma edição do Sol da Caparica que terminou em beleza

A temperatura continua muito elevada e, depois de um dia de praia, o caminho é mais do que certo: um festival em português. São três dias que passam a correr e que têm muito para oferecer. Sente-se a vontade de que fossem ainda mais dias, mas fica a lembrança de ritmos quentes e de momentos únicos.

O terceiro dia, e último de música, não foi excepção. Torna-se um privilégio, tanto para a nova geração como para a mais antiga, estar presente numa noite que tem casa cheia e um cartaz com nomes de tão grande peso.

A música faz-se ouvir desde as horas de lusco-fusco. Coube a Mishlawi dar o pontapé de saída deste dia. Com os seus jovens fãs cheios de boa vibe e letras mais do que decoradas, a plateia do palco Blitz estava inundada. O músico luso-americano gritava: “Bridge” e da plateia a resposta era imediata: “Town”. Um final de tarde bem passado com Always on My Mind, Limbo e All Night. Vê aqui a nossa entrevista com Mishlawi.

O cair da noite trouxe o peculiar Samuel Úria, músico e compositor, que já esteve na edição passada d’O Sol da Caparica, num registo diferente – o dia dedicado às crianças. Com bom humor e uma enorme voz, cantou e fez sorrir os festivaleiros que aproveitaram a relva para estender toalhas e casacos e conviver com os amigos e familiares. É Preciso que Eu Diminua e Aéromoço não puderam faltar ao reportório do artista que come palavras ao pequeno almoço e as trata por tu. Vê aqui a nossa entrevista com Samuel Úria.

Houve também tempo para a entrega de prémios de Surf e Skate como não podia deixar de ser.

Para um público mais adulto, o concerto dos Trovante foi um marco a não perder, para relembrar os sucessos de sempre. Mas Teresa Salgueiro, conhecida pelo grupo Madredeus, também despertou a nostalgia de muitos corações. A forte voz feminina fez-se ouvir em O Pastor e A Estrada. Nas palavras da cantora, “é cada vez mais importante existirem festivais dedicados à Lusofonia. São tantos artistas e tantas coisas para ver e fazer. Até se torna difícil comunicar como queremos em pouco tempo”.

Para que a temperatura não começasse a descer, foi a vez de Matias Damásio entrar em palco, com os seus conhecidos temas Loucos (duas vezes) e I Wanna Be Your Hero. Um espetáculo de luzes e ritmo que não deixou alguém parado. Vestido em tons de branco e vermelho, meteu todos os kizombeiros a dançar e as crianças a rir e gritar ”Loucos!”.

A noite não se ficou por aí. Faltava encerrar o festival com Rich & Mendes e fica no ar uma vontade geral de regressar no próximo ano, com um cartaz tão bom ou melhor do que o desta quarta edição.

Best Youth, Sean Riley & The Slowriders (fotos) e Manel Cruz (fotos), este último num horário nada favorável “encaixado” entre os Trovante e Matias Damásio, foram os outros artistas que também tornaram este dia tão especial para todos os festivaleiros que esgotaram esta última data de programação para jovens e adultos.

Até para o ano!

Domingo foi o dia dedicado às crianças, onde infelizmente não pudemos estar em reportagem por motivos de força maior.

Sofia Felgueiras  

Diz que é jornalista, curte de apresentar televisão e ainda acredita em magia. Aquela criança histérica que vai conhecer todos os artistas. "Gotta Catch'em all!".


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Mais sobre: Matias Damásio, Mishlawi, Samuel Úria, Teresa Salgueiro, Trovante


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