12 Jul 2013 a 14 Jul 2013

Dia 13 – O segundo dia de Alive 2013

Dia 13 - O segundo dia de Alive 2013

No segundo dia do Optimus Alive, os vestígios da incrível noite anterior no recinto eram mais que evidentes. O cansaço de que alguns festivaleiros já se queixavam, os copos de plástico ainda espalhados pelo chão e as conversas sobre os concertos do primeiro dia marcaram o início da tarde para uma plateia composta maioritariamente pelos fiéis fãs de Depeche Mode.

No palco Heineken, os DIIV estrearam-se no nosso país com um excelente concerto. Formados em 2011, os nova-iorquinos liderados por Zachary Cole Smith demonstraram o porquê de serem apontados pela imprensa internacional como um dos novos nomes mais promissores do indie rock. Entre temas do disco “Oshin” (especial destaque para “Past Lives” e “Doused”, que resultam ainda melhor ao vivo) e algumas músicas novas, a entrega foi total tanto da parte da banda como do público e deixou antever a óptima noite de concertos que se avizinhava. O shoegaze continua vivo.

Os Wild Belle, projecto dos irmãos Natalie e Elliot Bergman, apresentaram uma soul/reggae pouco apelativa, resultando num concerto que não conseguiu entusiasmar o público que se manteve apático durante toda a actuação. Já os Rhye mostraram-se visivelmente emocionados por tocarem para uma audiência tão grande (a maior até à data, segundo os mesmos) e confessaram adorar Portugal. Canções como “The Fall” e “It’s Over” encantaram o público e voltaram a reanimar o palco secundário, agora menos concorrido dadas as actuações de Jurassic 5 e Editors no palco Optimus, estes últimos alternando entre temas do novíssimo “The Weight of Your Love” e hinos como “An End Has a Start”.

No início da noite, o concerto dos portugueses Capitão Fausto teve momentos verdadeiramente contagiantes, como em “Célebre Batalha de Formariz” e “Música Fria”. No entanto, foi Jamie Lidell quem conseguiu finalmente incendiar o Heineken. Com a sua soul portentosa embrenhada em música electrónica, o britânico foi indubitavelmente a  maior surpresa de ontem, deixando o público inquieto durante todo o concerto explosivo.

Logo de seguida, as reacções a The Legendary Tigerman foram diversas. Apesar de Paulo Furtado ser um músico bastante competente e possuir um conjunto de canções impressionantes, a ansiedade para ver Crystal Castles já se fazia sentir e grande parte do público não se conseguiu envolver na atmosfera rock & roll de Tigerman. Substituindo na perfeição as suecas Icona Pop que se viram forçadas a cancelar o concerto, os Hercules and Love Affair fizeram a festa em formato soundsystem. Com um house arrebatador e coreografias ensaiadas, a audiência ficou rendida.

Ame-se ou odeie-se, o certo é que os Crystal Castles são um fenómeno ao qual é impossível ficar indiferente. Alice Glass gosta de espalhar o caos e a destruição por onde passa e esta noite no Alive não foi diferente. Curto mas incrivelmente eficaz, o concerto dos canadianos foi um verdadeiro motim, com Glass a fazer crowdsurf e a provocar o público de todas as maneiras possíveis. Temas como “Baptism”, “Celestica” e “Wrath of God” do mais recente trabalho da dupla, são hinos explosivos com a capacidade de deixar a audiência em polvorosa em meros segundos. Concertos como este são raros e ficará certamente na memória de quem o viu, sendo este o primeiro contacto com a banda ou não.

Tiago Silva  

Só descobri o interesse pela música porque a Cinemateca fecha aos domingos.


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Mais sobre: Capitão Fausto, Crystal Castles, Depeche Mode, DIIV, Editors, Hercules & Love Affair, Icona Pop, Jamie Lidell, Jurassic 5, Rhye, The Legendary Tigerman, Wild Belle


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