Bush e um rock dos bons velhos tempos no Coliseu

Bush e um rock dos bons velhos tempos no Coliseu

O Coliseu dos Recreios, em Lisboa, esgotou na quarta-feira, 11 de outubro, para uma noite cheia do rock dos Bush. Desde o álbum mais recente aos temas mais antigos houve tempo e espaço para tudo.

“Black and White Rainbows” é o nome do mais recente álbum dos ingleses Bush. A digressão, que terminou no concerto lisboeta, tinha por missão dar a conhecer os mais recentes temas mas a mistura foi tão bem equilibrada que os fãs tiveram oportunidade de conhecer as músicas mais recentes, mas aproveitando o embalo daqueles que lhes marcaram a adolescência.

Gavin Rossdale, na voz e na guitarra, nem parece já estar nos cinquentas, tal é a força e entrega que imprimiu à atuação muito desejada por cá já que há quatro anos que não nos visitavam. O concerto oscilou entre os clássicos, as baladas e o tom mais negro do grunge.

Zen, do primeiro de sete álbuns, “Sixteen Stone”, dos tempos iniciais da banda britânica algures entre 1992 (quando começaram) e 1994 (quando gravaram o álbum de estreia), abriu a noite a “rasgar” determinando a forte marca rockeira dos anos 90 por boa parte da noite dentro.

A seguir, introduz o tema This is War com uma preocupação sobre os conflitos que abalam o mundo nesta altura, dizendo: “We don’t know what we’re doing and we are all crazy. You gotta keep the shit out”. Em 1996, o álbum “Razorblade Suitcase” foi n.º1 nas tabelas norte-americanas de vendas de álbuns, tendo inclusive conquistado o Disco de Ouro. Boa parte desta popularidade deveu-se a Swallowed, um dois temas mais apreciados da noite com muitos agradecimentos a que se seguiu uma nova intervenção do cantor: “De cada vez que cá venho vocês conseguem estar ainda mais bonitos”.

De salientar que Gavin Rossdale desceu do palco mais de uma vez para saudar os fãs e chegou a percorrer a quase totalidade da sala, saudando e abraçando. Foi delicioso o momento em que o vimos a beijar a barriga de uma grávida.

Das 15 músicas do álbum mais recente, e que serviram de apoio à digressão, houve dois temas, Nurse, devidamente apresentado e também muito aplaudido, e Peace-S.

Machine Head abriu o encore, logo a obter a loucura dos fãs mais antigos já que, em 1996, a canção foi incluída na banda sonora do filme “Fear”, que ganhou o prémio MTV Movie Awards como melhor banda sonora.

The One I Love, Glycerine e Come Down fecharam o encore, aplaudido, ovacionado, emocionado e muito desejado. Portaram-se tão bem estes rapazes.

A primeira parte da noite foi da responsabilidade do grupo britânico RavenEye, uma banda formada em 2014 e associada ao estilo moderno de rock de garagem. O vocalista Oli Brown, o baixista Aaron Spiers e o baterista Adam Breez, fizeram a introdução ao espetáculo com um rock competente que cativou a plateia, tal como já tinham feito na primeira parte de Aerosmith.


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