Nostalgia fúnebre com Mayhem, Dragged Into Sunlight e The Ominous Circle

Nostalgia fúnebre com Mayhem, Dragged Into Sunlight e The Ominous Circle

Os noruegueses Mayhem trouxeram o black metal ao “Lisboa ao Vivo” a 12 de outubro. Um regresso muito aguardado depois da passagem pelo nosso país em Abril.

De Mysteriis Dom Sathanas foi o mote para este regresso a Portugal dos noruegueses Mayhem, depois de uma passagem pelo SWR de Barroselas em Abril. Como seria de esperar ninguém queria perder esta oportunidade de ouvir um disco clássico, tocado por uma banda histórica, e talvez por isso mesmo a sala se encontrava repleta de seres negros em busca da redenção – e foi isso mesmo que os Mayhem lhes deram na sala de Lisboa.

As músicas negras e frias do disco ganham uma outra dimensão ao vivo e, apesar de alguns percalços no início, principalmente ao nível da qualidade do som, a banda recompôs-se e, ao segundo tema, Freezing Moon, arrancou para uma actuação enorme e sem mácula. O público recebia a homilia de olhos fixos no palco mesmo que a banda não se tenha dirigido, em algum momento, aos seus fiéis fãs.

Life Eternal mostra-nos, finalmente, o rosto de Attila e percebemos que, de facto, estamos a dizer adeus a um disco, como se de repente tivessem passado três décadas desde o início de tudo. Buried By Time and Dust e, claro, a faixa-título, terminam um concerto que acabou por saber a pouco: poderíamos estar ali toda a noite. Habemus Mayhem.

Antes, os Dragged Into Sunlight trouxeram um concerto diferente, com muito fumo e de costas para o público, algo que muitos não apreciaram e que levou a um aborrecimento generalizado, que foi exactamente o oposto dos The Omnious Circle que, tal como sucedeu no VOA 2017, se apresentaram em grande nível e a merecerem todas as palavras que tem sido ditas sobre a banda. Um bom aquecimento para uma noite em que se fez história em Lisboa.

 

Edição de Daniela Azevedo


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Nuno Lopes  

Melómano convicto, dedicado ás sonoridades mais pesadas. Fotógrafo, redactor, criativo. Acredita que a palavra é uma arma. Apesar de tudo, até é boa pessoa.

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