5 Jun 2014 a 7 Jun 2014

A nossa reportagem no NOS Primavera Sound

A nossa reportagem no NOS Primavera Sound

O Primavera Sound deste ano começou um dia antes. A organização “ofereceu” e levou ao centro da cidade do Porto um bocado da festa que se iria passar no Parque da Cidade. Nada melhor que o acolhedor Passeio da Virtudes para o fazer.

A festa começou com cantares tradicionais oferecidos pelas vozes femininas das Sopa de Pedra. Pela hora da atuação dos Dead Combo o Passeio das Virtudes já estava completamente cheio e muito agitado com a troca de passes e também a caça aos enfeites florais para colocar no cabelo, mais elas!

O Porto e todos os seus visitantes responderam em força a este “cheirinho” de Primavera.

Para fechar este pré-primavera nada melhor que brindar a cidade com fogo de artificio com vista para Douro.

Dia 1

O primeiro dia começou com calma e bom tempo. Chegava gente aos poucos mas com objetivos bem traçados: uns vinham para Caetano Veloso e outros para Kendrick Lamar. Os da Cidade e Rodrigo Amarante foram a banda sonora desta abertura de portas. Pouco a pouco o recinto começou a ganhar vida ao mesmo tempo que começava a corrida às toalhas/bolsa de piquenique e outros brindes.

Com Spoon o recinto já estava cheio de vida, com toda a gente a alternar entre os dois palcos deste dia enquanto acontecia um por do sol envergonhado. Nem toda a gente a gente andou a saltitar entre palcos, muitos ficaram agarrados à grade à espera de Sky Ferreira, os mesmos que mais tarde encheram Kendrick Lamar.

Minutos antes de Caetano todo o anfiteatro era um mar de gente. Caetano foi um dos pontos altos deste dia, com muita gente a ir lá apenas para o ver. Espetáculo muito planeado e sem falhas que conseguiu agarrar o público. Apenas saíram do lugar para dançar quando a música fugia para um toque mais brasileiro tradicional.

Com muitos à espera de Kendrick as Haim agarraram o público em frente ao palco, foi bom ouvir guitarra a sério pela primeira vez, mas Kendrick foi para muitos o outro ponto alto da noite. Kendrik levou o público ao delírio, antes de Jagwar Ma fechar o primeiro dia.

Dia 2

O segundo dia do Primavera foi o dia das escolhas, não dava para ver ou para gostar de tudo, um dia que exigiu algum planeamento aos visitantes para alternarem entre os quatro palcos disponíveis. Ameaça de chuva que levou a uma corrida aos impermeáveis oferecidos pela organização. Felizmente serviram apenas para cortar o vento gelado da noite.

Mais agitado que o primeiro dia, as primeiras horas e as primeiras bandas serviam para compor o recinto enquanto se esperava por Television, Warpaint e Slowdive. Föllakzoid conseguiu prender muita gente da que andava à descoberta de novos sons, tal como eu.

Com sobreposição de Television e Warpaint fiquei por Warpaint que cumpriram mas fica a sentimento de faltar algo, talvez com o tempo elas evoluam e consigam um espetáculo mais “cheio”.

Por esta hora arrancava também o palco Pitchfork, levando muita gente a saltitar entre plateias enquanto se decidia o que ver a seguir: GY!BE ou Pixies.

Pixies era a banda mais esperada da noite, mar de gente em frente a eles e pelo que me contaram estiverem mais que à altura da história que têm. Eu decidi largar amarras no Palco ATP para assistir a Godspeed You! Black Emperor. Um tipo de música de não é para toda a gente mas por mim ficava até amanhecer ali. Viciante poderoso, sempre imagens a preto e branco de fundo que eram projetadas em filme de forma tradicional.

Trentemøller serviram para a espera por Mogwai, som animado e moderno a manter o recinto animado.

A grande bomba da noite mesmo Mogwai. Estas bandas são sempre muito mais enérgicas ao vivo que na sonoridade habitual dos álbuns, mesmo a quem os segue acabam sempre por surpreender. Mesmo quem só “foi ver a bola” reconheceu a e abanou a cabeça com a cadência de Auto Rock. Brilhantes.

Dia 3

Mais um dia cheio, com muita variedade e quantidade de bandas. O recinto começou a encher muito mais cedo, talvez com a ajuda do sol ou por ser sábado.

Logo a abrir tivemos You Can’t Win, Charlie Brown, com muita gente assistir, até eles comentaram que não estavam à espera de tanta gente. A verdade é que até eu lá fiquei entretido. Daqui para frente e de uma forma generalizada foi o saltitar entre palcos à procura de sons que agradassem ao ouvido, intervalando com visitas às “tascas” com comida tradicional.

Estava tudo a fazer tempo para The National. Meia hora antes e já não havia lugares em frente ao palco, aquela zona do recinto estava quase cheia, completamente cheia nos primeiros minutos. Diretos ao assunto com músicas conhecidas por todos levaram algum tempo a aquecer, depois de uns copos brindaram aquela multidão com uma sequência de energia e proximidade nunca vista. A parte final do concerto foi feita a passear, com muito esforço, pelo meio do público junto à grade, acabando com um fantástico acústico de “Vanderlyle Crybaby Geeks”.

No resto da noite destaco !!! (chk chk chk). Alguém disse “Eles fizeram a noite… puseram o recinto on fire mesmo”!

 

Infelizmente a organização não nos deu acreditação para fotógrafo, pelo que apenas podemos apresentar algumas fotos de ambiente do festival.


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