Reportagem no Vagos Open Air 2015

Reportagem no Vagos Open Air 2015

A expectativa era grande enquanto me dirigia a Vagos na passada sexta-feira, por um lado porque as bandas que iriam actuar no fim-de-semana alargado de Metal me deixavam com vontade de as ouvir e ver ao vivo, por outro porque era a minha primeira vez no VOA (inadmissível bem sei) e a curiosidade era mais que muita.

A recepção não podia, aliás como vem sendo hábito, ser melhor. Da bilheteira aos seguranças todos eles com um sorriso nos lábios e uma palavra simpática pronta a sair. Ser recebido assim é um luxo que nos deixa com vontade de fazer o melhor e de voltar sempre que possível.

Assim que deixámos a “trouxa” arrumada demos uma volta ao recinto, que e segundo o nosso fotografo de serviço, está muito melhor em todos os aspectos. Chuveiros bem acondicionados e com condições acima da média, WC limpos… bebidas frescas e em abundância (como deve de ser) e comidinha saborosa para aguentar a folia.

Estávamos desejosos de entrar no recinto, rever e reencontrar velhos amigos. Sempre com vontade de acelerar os ponteiros do relógio e se juntarmos a isso boa música a vontade acresce uns 200%.

Mesmo com a antecipação de uma hora nos concertos de sexta-feira (os Within Temptation assim obrigaram já que iriam actuar no sábado em Inglaterra), a abertura de portas manteve o mesmo horário, pelo que às 15 horas lá fomos entrando para assistir pelas 16:00 (a pontualidade do VOA é um requisito da organização) os Scar for Life a banda portuguesa que talvez mais confusão tenha causado aos festivaleiros, já que mesmo sendo tuga o vocalista é irlandês e falou em inglês com a plateia… dúvidas à parte a banda deu um bom concerto num recinto que por essa hora se encontrava a menos de meio gás.

Moonshade, também uma banda portuguesa, entrou em seguida já com uma plateia mais composta que os recebeu de uma forma efusiva e desejosa de cantar, pular e suar!

Vildhjarta da Suécia foi a 3º da noite e actuavam pela primeira vez no nosso país.

A banda, que para mim terá sido a banda da noite, Heaven Shall Burn começou a sua actuação pelas 19:00 e foi uma loucura, de regresso ao nosso país após 15 anos, e mesmo tendo tido problemas no aeroporto com os materiais, alguns tiveram de ser emprestados de outras bandas, não deixaram os créditos por mãos alheias. O contacto com o público foi intenso, tão intenso que tiveram em palco uma pequena convidada de 6 anos que levou quem lá estava ao delírio.

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De crowd surf a moche pitt os festivaleiros tiveram direito a tudo, deram tudo, e terminaram com a promessa de um regresso em breve. Eu confesso que assim espero.

Depois disto estava aberta a vontade de receber Amorphis e Within Temptations que iriam encerrar o dia.

Confesso que esperava um pouco mais destas duas bandas, mas no geral foram concertos intensos que nos fizeram esquecer o frio que se sentia nessa noite e que se fez sentir nas noites que se seguiram. Aliás terá sido provavelmente o ponto baixo da noite, já que nos apanhou a todos de surpresa.

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Dia 2 do festival, muito mais composto a nível de público, o que seria de esperar, a abertura deu-se pelas 17:00 com Wako a banda portuguesa que originou a primeira (e penso que única) wall of death do festival e depois daí foi sempre em crescendo, com os Mutant Squad de Santiago de Compostela, aos alemães Destruction que mantiveram a energia no auge, mesmo com os problemas técnicos que aconteceram aquando da sua actuação onde se ouviu por alguns momentos apenas o som de monição de palco, foram aclamados por todos os que se encontravam presentes, aclamação essa que se estendeu a Triptykon mas apenas depois das primeiras 2 músicas, já que o inicio se mostrou um pouco mortiço e bastante frio.

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A nossa referência à belíssima baixista da banda que com a sua presença e simpatia conquistou os presentes.

A banda de Zakk Wylde os Black Label Society arrebataram a noite com a sua forma brilhante de estar em palco, agarraram a plateia ao fim do primeiro acorde, aliás a vontade de os ouvir era mais que muita, de os ouvir a eles e de ouvir Venom que não desiludiram na sua prestação, aliás muito pelo contrário, a banda está para durar e ainda bem.

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A noite terminou ao som dos portugueses Filii Nigrantium Infernalium que mesmo com alguns problemas técnicos que se fizeram sentir, não só com eles mas durante o dia de sábado, não se privaram nem privaram o público a nada! Aliás um público fabuloso que se manteve firme em frente ao palco mesmo com frio que mantinha a vontade de se fazer notar no festival.

O último dia do VOA 2015 terá sido, e mais uma vez na minha opinião, dos melhores dias do festival.

Midnight Priest a banda portuguesa que conta já com duas tournées europeias, abriu e muito bem o festival e mesmo sendo a primeira banda a actuar agarrou o público que já se encontrava no recinto e atraiu quem ia chegando para frente de palco, seguiu-se Ne Obliviscaris e terá sido para mim a banda revelação do VOA 2015, a conjugação dos instrumentos dos músicos australianos, do uso do violino aos riffs pesados das guitarras, da voz gutural de Xen ao “clean vocal” de Tim Charles, tudo isso nos envolve de uma forma mágica. Na primeira actuação da banda em Portugal, acredito que a envolvência que existiu entre banda e publico terá sido intensa, tão intensa que à promessa de um regresso ainda fomos agraciados, para desespero dos seguranças do recinto, de um crowd surf do violinista Tim.

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Os “piratas” Alestorm fizeram a festa de seguida, com uma alegria contagiante e uma energia inesgotável, fizeram o pó levantar no recinto, e se já custava respirar, já que o calor deu no domingo o ar da sua brilhante e quente presença, tornou-se quase impossível fazê-lo.

Foi tudo o que se esperava e mais ainda, tivémos de tudo, de lesões a crowd surf de fotógrafos, a moche pitt e a muita gargalhada e dança.

A comunhão seguiu-se na sessão de autógrafos que tiveram direito os festivaleiros, aliás comunhão não apenas com a banda Alestorm, mas com todas que passaram por lá e que fizeram questão de ter um sorriso, um abraço e dois dedos de conversa com todos os que passaram por eles.

Do rum passamos ao oriente com a entrada em palco de Orphaned Land que mesmo num registo diferente mantiveram a união com o público, aliás modéstia a parte somos um povo que sabemos receber e que fazemos quem cá vem, sentir-se em casa.

Overkill com a sua força e experiência entrou em seguida assim como Bloodbath e a terminar Ironsword.

Ouvi durante o fim-de-semana, que se não fosse o VOA metade dos que anualmente se deslocam para o festival, não iriam conhecer Vagos, provavelmente é verdade, tal como é verdade que se não fosse o VOA metade da população não nos iria encarar com bons olhos, a vida é mesmo assim, mesmo quando a queremos embelezar, o mais importante é que existe o VOA e existe Vagos que é para nós amantes de metal a nossa capital, nem que seja uma vez por ano!

Posto isso até para ao ano Vagos e obrigada pela forma como nos recebem!

Á Prime Artists o nosso agradecimento também pelo festival e pela maravilhosa recepção.

“Metal is not dead” e ainda bem que assim é!

Rock on \m/


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