10 Ago 2017 a 13 Ago 2017

O primeiro dia d’O Sol da Caparica brilhou com os HMB no comando

O primeiro dia d'O Sol da Caparica brilhou com os HMB no comando

Chega o calor de Agosto e a música dá à costa. O Sol da Caparica está de volta e pronto a arrasar na sua quarta edição. São quatro dias em que a boa onda veio para ficar, preenchida por música, surf, gente gira e muita animação. Não há tempo a perder neste festival construído para toda a família. Dos mais jovens aos mais adultos, há espaços dedicados a todos. A festa não se faz sozinha.

Quando as cancelas abrem, os festivaleiros correm. É brindes, é lenços, é uma selfie aqui e outra ali. Importa é marcar o momento e aproveitar tudo o que o recinto tem para oferecer. E este ano até existe um trampolim gigante com um elástico que leva quem quiser, literalmente, até ao céu. Uma voltinha pelos ares que vale a pena considerar.

Posto isto, é sempre uma aventura fazer a escolha entre os dois palcos: de um lado o Blitz e do outro o SIC/RFM. São muitos artistas e estilos bem diferentes que interagem numa harmonia difícil de conseguir. O pontapé de saída data 10 de Agosto e tudo acontece a um ritmo alucinante. Afinal de contas torna-se difícil fazer a escolha entre Mariza, Regula, Bonga, HMB, Fogo Fogo e tantos outros mais.

O Sol da Caparica é um festival urbano que tenta ligar-se ao que a Natureza também oferece: o mar, as vistas maravilhosas da Caparica e já agora o surf. É uma data já obrigatória na agenda para beber um copo, conviver com os amigos e ver uma boa atuação.

A organização não podia estar mais satisfeita com a crescente adesão e os artistas partilham uma opinião comum: é bom poder fazer parte de um festival que se preocupa com o talento nacional e a música lusófona.

Foi impossível dizer que não à festa de Bonga. Uma tarde quente, à beira mar com o melhor dos sons africanos. E a festa fez-se. Eram vários os casais e amigos a dançar na plateia e muitos os que sabiam de cor temas como Mariquinha e Mulemba Xangola. Nas palavras do artista, “vim ajudar a festa com a música que faço” e destaca o público cada vez mais jovem que se interessa também por estes sons que ganham terreno. E o público feminino agradece, porque “Quando mando um beijo é para as mulheres, para vocês todas“.

Também houve espaço para o funaná com os Fogo Fogo, o grupo de Márcio Silva, Francisco Rebelo, Danilo Lopes, João Gomes e David Pessoa que aqueceram ainda mais a malta.

No que toca ao palco principal, o público acolheu de braços abertos a sua querida Mariza. No entanto, a cantora que subiu a palco com um longo vestido branco, que parecia ser tirado de histórias de princesas, deixou no ar uma mensagem que surpreendeu muitos: “Meninas, esses calções com que andam de rabo de fora são horríveis”. Um apelo à geração mais nova para evitar as roupas “que parecem cintos”, que gerou uma vasta manifestação sonora na plateia. Durante o concerto fez-se a passagem dos temas mais tristes aos mais alegres, com destaque para Gente da Minha Terra e Melhor de Mim.

Também houve tempo para o “Dom Gula”, a.k.a. Regula, que se apoderou do palco como se não houvesse dia seguinte. É a terceira vez neste festival e não se fica pela metade: “Isto não são apenas rimas, é a minha vida exposta”. Nas palavras do artista, não vem para representar nem o hip hop, nem o rap. Vem para se representar a si próprio. Um concerto que surpreendeu outros artistas que ainda não tinham visto a sua actuação ao vivo. Pay Day, Casca Grossa e Casanova foram os temas que os fãs tinham prontos na mente para “sacar de todo o swag”.

No final da noite, e como cabeça de cartaz, os HMB cantaram e encantaram. Um concerto onde o grito de ordem é o amor. Nas palavras da banda, “é um orgulho voltar passados dois anos e desta vez subir ao palco principal”. Um destaque merecido. Com saxofone, bateria, trompete, teclas e ainda um conjunto de letras gigantes a inundarem o palco com o nome da banda, não faltou mesmo nada. A voz de Héber Marques é notável e também são as dos backvocals da banda. A discussão é sempre a mesma: todos dizem que são o elemento mais fixe da banda, mas o resultado nunca falha. Os fãs saem sempre felizes. “é o melhor concerto do mundo”. Uma forma perfeita de terminar o primeiro dia em beleza, seguindo-se da actuação do DJ Nuno Calado e de muito mais por vir nos restantes dias do cartaz.


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Mais sobre: Bonga, Fogo Fogo, HMB, Mariza, Nuno Calado, Regula


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Sofia Felgueiras  

Diz que é jornalista, curte de apresentar televisão e ainda acredita em magia. Aquela criança histérica que vai conhecer todos os artistas. “Gotta Catch’em all!”.

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