14 Jul 2017 a 16 Jul 2017

Obrigada, Sting. Até para o ano, MEO Marés Vivas!

Obrigada, Sting. Até para o ano, MEO Marés Vivas!

Foram três dias intensos de música, animação e muito boa energia. O MEO Marés Vivas não podia ter encerrado a 15º edição de melhor forma. No ar fica um cheirinho do que pode acontecer no próximo ano. A Sofia Felgueiras e o Pedro Gama estiveram por lá e, segundo consta, mal podem esperar pela próxima edição.

Com os pés doridos e o coração cheio, é tempo de fazer o balanço final: “É um festival que vale mesmo a pena”, dizem alguns; “Não há vista como aquela”, dizem outros. Um recinto lotado e inundado de fãs em pulgas para ver Gordon Sumner – mais conhecido por Sting.  Não é todos os anos que temos a sorte de receber o cantor inglês em Portugal.

Comecemos pelo princípio. Como já é tradição, no Palco Santa Casa fala-se em português. Caelum, a banda de space rock que era conhecida por Caelum´s Edge, encheu o recinto de estilo. Formados em 2012,são reconhecidos por um público mais específico. No entanto, têm vindo a ganhar terreno e é com o tema O Jogo que dão cartas a seu favor.

E para “deixar todos ÁTOA”, tocou a este grupo de miúdos giros fazer as fãs desmaiarem de emoção e não conseguirem controlar os calores. Guilherme A., João D., Rodrigo L. e Mário M. deram um concerto divertido e muito tranquilo, passando por uma variedade de temas portugueses da nossa geração, desde D´ZRT a Miguel Araújo, enchendo o espaço para a plateia sem deixar um buraquinho disponível. Nas suas palavras: “é um privilégio estar a ser pago para se fazer aquilo de que se gosta”. Ao som de A Cada Passo, Faz Mais, Vive Mais e Distância, os festivaleiros presentes no recinto aproveitaram uma quente tarde de Verão com um doce toque de neblina do Douro.

No que toca ao Palco MEO, palco principal, pode dizer-se que foi um dia um pouco injusto para alguns artistas, pelo facto de ficarem na sombra do cabeça de cartaz.

Pelas 20h30, arrancou a música com Joe Sumner, filho de Sting e a solo, sem a banda da qual é vocalista, os Fiction Plane. Poucos eram os que conheciam os temas do intérprete, mas era geral a admiração em relação às semelhanças físicas entre pai e filho. A plateia estava um pouco parada e só começou a animar com o artista seguinte. E não fosse ele o nosso Miguel Araújo.

Desta vez, teve direito a brinde. Diz ter cumprido um sonho de pequeno: poder introduzir Sting a seguir ao seu concerto. E assim se fez. Mas vamos falar do que é nacional, para já. Não há quem não se deixe embalar pelo ritmo ondulatório e no mínimo engraçado de Pica do 7. Com camisola às risquinhas azul e branca, faz-se acompanhar da sua banda masculina com uma menina lá pelo meio. E foi preciso isto para o público despertar para o modo festivaleiro. E Os Maridos das Outras ajudaram à festa. Um concerto que durou mais quinze minutos do que o previsto, porque Miguel estava a aproveitar os bons ares do Porto e porque tem de haver tempo para o “mel” que Anda Comigo Ver os Aviões propõe.

Finalmente chegou o tão aguardado momento do dia. Sting subiu a palco num concerto de hora e meia que começou três minutos antes do tempo e acabou a hora certa. Acompanhado pelos integrantes da sua banda, vestidos em tom formal e também por Joe Sumner, deu um espetáculo com poucos efeitos visuais, apenas um simples jogo de luzes, mas com um repertório incomparável e intimista.

“Muito obrigada. Estou muito feliz de estar aqui com vocês” fala o artista em bom português, com um sotaque arrastado. E a meio do concerto troca de posição com o filho: “o teu pai está um pouco cansado”. Com a plateia ao rubro, tocou temas da Tour de 57th & 9th, o mais recente álbum. Houve, ainda, tempo para os clássicos dos Police, como Every Breath You Take e Roxanne. Mas é com ele próprio que o público vibra. Desert Rose, Fragile, English Man in New York ou Shape of My Heart, por onde escolher? Um concerto que ficará na memória de todos os presentes, enquanto a pele de galinha não passa.

E para terminarmos em grande, faltava dar um saltinho até aos ritmos quentes do Brasil. Mas o tempo não estava tão quente assim, pois foi marcado por uma leve chuva. Dizem que dá sorte. Seu Jorge cantou e encerrou esta edição do MEO Marés Vivas. O artista que marcou presença no Super Bock Super Rock, deu vida aos temas Amiga da Minha Mulher e Chega de Saudade. Uma mistura entre samba, funk e pop.

É de reforçar que, em conferência de imprensa, se falou sobre o futuro. Jorge Silva, da promotora PEV Entertainment, adiantou que gostava de ter mais espaço e é esse problema de logística que impede que este evento não se tenha já duplicado em termos de dimensões. Pretende-se passar das 25 mil pessoas para as mais de 60 mil. Expectativas que abrem caminho à 16ª edição do festival que renova a ligação com a MEO. A preocupação principal mantém-se também: o maior conforto dos festivaleiros, sem prejudicar as espécies envolventes.

O MEO Marés Vivas estará de volta no fim-de-semana de 20 de Julho de 2018, em locar a definir. Tomem nota na vossa agenda. Nós vamos estar por lá!

PS: Não te esqueças de ver o “Vai ser tão bom, não foi?” com o comediante João Seabra.

 

Edição de Joana Rita 

Sofia Felgueiras  

Diz que é jornalista, curte de apresentar televisão e ainda acredita em magia. Aquela criança histérica que vai conhecer todos os artistas. "Gotta Catch'em all!".


Ainda não és nosso fã no Facebook?


Mais sobre: ÁTOA, Caelum, Miguel Araújo, Seu Jorge, Sting


  • Partilhar:

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *