Extinct no Coliseu – Reportagem no concerto dos Moonspell

Extinct no Coliseu - Reportagem no concerto dos Moonspell

A noite prometia ser épica, nem que fosse pelo local, que por si só torna os concertos únicos. Os 20 anos de carreira de Moonspell assim o anunciavam.

Depois de 15 concertos da tournée de Exctint, o 16º, em casa, e com o álbum no top das vendas nacionais tinha tudo para ser memorável.

No exterior do Coliseu os minutos eram contados entre reencontros, conversas e gargalhadas.

A abertura das portas, de uma forma pontualíssima, aliás como prima no profissionalismo da promotora Everthing is New, deu-se pelas 20 horas, de forma pacífica mas ansiosa.

Confesso que quando entrei e observei a sala, me senti receosa que ela não se compusesse, receios infundados, já que se não esgotou, quase. O Coliseu esteve orgulhosamente cheio de fãs e seguidores daquela que se poderá considerar uma das melhores bandas de metal de Portugal.

O concerto teve início com os convidados especiais e de última hora, os Bizarra Locomotiva, que durante aproximadamente meia hora nos fizeram vibrar e ansiar pelos mais esperados da noite.

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A banda de Rui Sidónio tocou as músicas do seu recente álbum, como a “Febre de Ícaro”, “Mortuário”, que contou com a entrada da vocalista para junto do público, entrada essa que se iria repetir por mais duas vezes durante a sua actuação, abrindo uma excepção no reportório para o tão amado “Anjo Exilado”, onde divide o palco com Fernando Ribeiro numa grande demonstração de cumplicidade entre músicos, cumplicidade essa que se iria vir a repetir mais tarde.

A actuação termina com o tema “Escaravelho” do álbum “Bestiário” com o público em completa apoteose com a banda. A sensação que ficou, já depois da famosa selfie, foi uma vontade de “quero mais”.

Prosseguimos então com a banda responsável pela 1ª parte do concerto da noite, os Septicflesh, a banda grega de Symphonic Death Metal.

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Confesso que não os conhecia e que ia curiosa em ouvir o som. Tem variantes muito interessantes, entre o som mais pesado e duro e os rifs de guitarra bastante harmoniosos.

Mantiveram uma constante comunicação com o público enquanto iam actuando e no intervalo de cada música.

Ouviram-se temas como “Dracul” do novo álbum “Titan” e aqui notaram-se bastante as mudanças de som de que falo em cima, “The Great Mass of Death”, “Prototype”, “Anubis” música que dedicaram tanto aos Moonspell como ao público presente no Coliseu, terminando a actuação com “Prometheus”.

Da sua performance devo dizer que notei duas vertentes, os que vibraram com os temas e que se mantiveram em uníssono com a banda e aqueles que no decorrer da actuação foram perdendo o interesse… No rescaldo posso afirmar que houve um decréscimo de energia e uma sensação de não saber bem o que se sentia com o decorrer do espectáculo de Septicflesh, pelo menos nas galerias onde me encontrava.

O concerto aguardado da noite iniciou-se às 23h05, pontualíssimo e esperado, com a entrada dos membros de Moonspell e durante aproximadamente 2 horas a adrenalina foi uma constante.

A abertura deu-se com “Breath” e “Extinct”, temas do novo álbum, top de vendas nacionais. Prosseguindo com “Nigth Eternal”.

E embora 20 anos de carreira não se consigam compilar numa noite, a viagem ao longo das memórias de “Moonspell” foram apoteóticas como no caso de “Opium”, “Vampiria”, “Ataegina” e a tão amada “Alma Mater”.

Surpresas da noite: a entrada da vocalista dos italianos Tristania, Mariangela Demurtas, em “Ravew Claws” e a repetida cumplicidade e entrega de Rui Sidónio em “Em nome do medo”.

A noite já ia longa mas a vontade de terminar era nula pelo que o encore não se fez esperar desta vez com “Wolfshade” e “Mefisto” terminando a noite em total e saudável loucura com “Full Madness Moon” tendo Fernando dividido a bateria com Mike.

Nós só podemos agradecer a entrega destes que, há 20 anos atrás quando só podiam contar com os fãs, não desistiram de se inventar e reinventar e que em cada concerto nos deixam orgulhosos de os ouvir e de dividir com eles a mesma nação.

O nosso também especial agradecimento à Everthing is New que sempre nos recebe tão bem.

Fica um até já com desejos de que seja breve o reencontro.

Paula Marques  

Observadora por natureza descobri cedo que quando se vê e não se olha apenas, descobrimos o mundo. Seja pela ponta da caneta ou a lente da câmera gosto de mostrar o que às vezes nos passa despercebido porque nos esquecemos de viver.


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