19 Mai 2016 a 29 Mai 2016

Até já, Rock in Rio! – A reportagem no último dia do RiR 2016

Até já, Rock in Rio! - A reportagem no último dia do RiR 2016

Habitualmente, o domingo é um dia em que aproveitamos para dormir mais um bocado e, sobretudo, ignorar o despertador. Curiosamente o último dia da sétima edição do RiR 2016 foi aquele que começou mais cedo. As portas abriram às 15h e nem a notícia do cancelamento do concerto de Ariana Grande abalou a boa disposição de quem aguardava para entrar na Cidade do Rock.

Isaura, B Fachada e Hinds no palco Vodafone

Isaura subiu ao palco Vodafone à hora marcada, 15h45, na companhia de Ben, Miguel e Gonçalo. Brindou o público com Yamh, 8, Useless, bem como com uma versão de Love me harder, de Ariana Grande. Change it também não poderia faltar. A artista deu-se a conhecer ao mundo quando, em 2014, partilhou o tema Useless, através da rede social YouTube. O ano seguinte confirmou o seu talento e o carinho de muitos para com o seu trabalho. Sempre a transpirar tranquilidade – não fosse Serendipity o nome do seu EP – Isaura agradeceu o acolhimento do público, partilhando que estava muito feliz por ter feito parte do cartaz deste festival.

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Às 18h o português B Fachada deu início ao segundo concerto deste palco, tendo o encerramento ficado a cargo das Hinds.

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As espanholas Carlotta Cosials, Ana Perrote, Ade Martin and Amber Grimbergen já têm no seu currículo alguns concertos em terras lusas: Paredes de Coura, Lisboa e Porto. Coube-lhes ontem o papel de dar música a muitos dos presentes no “relvado sintético”, em frente ao palco Vodafone.

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Charlie Puth, Ivete Sangalo e Avicii no palco Mundo

Era uma vez um jovem que um dia partilhou uma cover de uma música da Adele – e vocês nem imaginam o que aconteceu a seguir. Do YouTube para o mundo (ups! já escrevemos isto por aqui…) Charlie Puth subiu ao Palco Mundo com boa disposição e vontade de agarrar o público. Marvin Gaye foi o tema escolhido para a abertura de um concerto. Assim que começou a tocar, viram-se muitas, muitas pessoas a correr, de vários pontos do recinto para perto do Palco Mundo, para poder assistir ao concerto o mais perto possível. Do alinhamento fizeram parte temas como Dangerously, Some type of love, Left right left e One Call Away. Charlie mostrou-se muito feliz com a sua presença no RiR tendo elogiado, por várias vezes, a beleza das mulheres com as quais se cruzou nos bastidores e com as quais ia trocando piropos durante o concerto. A sua passagem pela Bela Vista ficou registada num momento partilhado por Charlie, via Snapchat.

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Ivete Sangalo subiu ao palco em substituição de Ariana Grande que, por motivos de saúde, não pôde assegurar o concerto anunciado e em torno do qual havia expectativas por parte de muitos jovens. A cantora cumpriu exemplarmente o desafio lançado pela organização horas antes: afinal a Ariana Grande comunicou a ausência perto das 2h da manhã de domingo. Certamente que a muitos aconteceu algo semelhante à jovem Camila: pensou seriamente em desistir daquela que seria a sua primeira vez neste festival. Confessou-nos que Ariana Grande foi o motivo que levou os seus pais a comprar bilhetes para o dia 29 de Maio. Acabou por marcar presença no festival e quando lhe perguntámos se estava a gostar, largou um sim muito tímido, de quem não tinha a noção da grandeza do evento e das múltiplas experiências que ali se podem viver.

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A noite terminou com a presença de Tim Bergling – não, não foi uma substituição de última hora. Estamos mesmo a falar do DJ sueco mais conhecido por Avicii. Já são dez anos de dedicação ao mundo da música electrónica que a indústria – e sobretudo, o público – reconhece de forma indubitável. O parque da Bela Vista deu lugar a uma discoteca gigante onde o som vibrava por todos os nossos poros. Além disso, o espectáculo visual era merecedor de hashtags do estilo amazing, neverforget, weloveavicii ou rir4ever. Foram 47 mil as pessoas que passaram pela Cidade do Rock, no último dia de RiR 2016 – e temos a certeza que esta foi uma noite inesquecível, um verdadeiro estoiro de sensações.

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E agora, RiR?

E assim se comemoraram trinta anos de Rock in Rio no mundo, nesta sétima edição que aconteceu em Lisboa. Uma das características deste evento é o facto de não se limitar só a ser um festival de música. É isso e muito mais: é um conjunto de experiências, de partilhas que podem ser vividas por miúdos e graúdos, pais e filhos, amigos e amigas, namorados e namoradas. É o espaço onde podemos ouvir o nosso artista preferido, conhecer outro do qual não sabemos o nome – tudo isto enquanto andamos na roda gigante ou deslizamos pelo slide.

A organização avançou com um dado curioso: nesta edição foram distribuídos cerca de 40 mil sofás Vodafone, que em muito contribuíram para o colorido do parque – já para não falar do descanso dos festivaleiros. E foram “só” mais 60% relativamente ao ano de 2014. Não admira, pois, que o espaço onde as filas se acumulavam para recolher a oferta se chamasse “fábrica de sofás”.

Deixamos um até já, pois o querido Rock in Rio vai visitar-nos de novo em 2018, no mesmo local.

Joana Rita  

Joana Rita é filósofa, criadora de conteúdos, formadora e investigadora. Ah! E uma besta muito sensível.


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Mais sobre: Ariana Grande, Avicii, B Fachada, Charlie Puth, Hinds, Isaura, Ivete Sangalo


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