Tsunamiz, ou a guerrilla da união

Tsunamiz, ou a guerrilla da união

Chama-se New Birth Guerilla o terceiro álbum de Tsunamiz que, ao contrário do que o nome poderia indicar, se propõe trazer muita paz à cena musical portuguesa.

Na noite de 11 de maio, o Roterdão Club encheu-se de ritmo e energia contagiante no concerto de apresentação do mais recente trabalho do músico e produtor de 33 anos que, auxiliado por Rui Rodrigues (aka Shakri), nos serviu uma proposta arrojada mas competentemente levada a cabo: a união das diferentes tribos, separadas por uma competitividade artificialmente semeada na indústria musical.

Lançado a 1 de maio, New Birth Guerilla é, nas palavras de Bruno Sobral, o mentor do projeto, “um tributo ao hardcore e hip-hop da margem sul, misturados com uma veia electrónica que não conhece barreiras nem preconceitos musicais.”

Tsunamiz e os seus convidados deram voz a temas que misturam ritmos tão diversificados como o kuduro, reggaeton e electroclash com punk e rock alternativo. A versatilidade harmoniosa de Tsunamiz foi complementada por duas das vozes que contribuíram para enriquecer o leque da diversidade do álbum: Priscilla Devesa, em Solo Balar e o rapper Mr Og, em Fit.

A uma primeira parte composta por uma dúzia de temas, seguiu-se um encore de quatro canções, fruto do muito entusiasmo do público que nessa noite de sábado optou por descer à cave de uma das mais emblemáticas salas da capital, para, desta forma, aliar à vontade de dançar a oportunidade de (re)conhecer ao vivo uma proposta musical que parece ter tudo para levar a sua bandeira bem longe.

Carla Flores  

A repórter de guerra sonhada aos 10 anos deu lugar à professora de inglês que se dedicou a outras lutas, como a da promoção da leitura e a aquela coisa do "ah e tal, vamos lá mudar o mundo antes que ele nos mude!


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