Suede conquistam Lisboa sem incendiar o Campo Pequeno

Suede conquistam Lisboa sem incendiar o Campo Pequeno

Na passada sexta-feira, dia 20 de março, assistiu-se ao segundo concerto dos Suede para a promoção do seu décimo álbum “Antidepressants” em Portugal. Curiosamente, e provavelmente devido à chuva que se fez sentir em Lisboa e à não tão grande popularidade atual da banda, o Campo Pequeno esteve bastante “composto”, mas não deu aso a tanto “dancing with europeans” como Brett Andreson desejaria.

A primeira parte esteve a cargo da banda escocesa Swim School que tocou partes do seu primeiro álbum homónimo. Apesar de já terem aberto para outros nomes grandes da música britânica, como James e The Charlatans, os tinta minutos tocados não deslumbraram a plateia que se encontrava a meio gás. Era ainda cedo e muita gente mal se tinha refeito da luta contra o trânsito da capital para chegar à arena.

Com o famoso rigor britânico, como não poderia deixar de ser, o concerto dos Suede durou cerca de hora e meia – iniciando-se às 21h em ponto. Nesta altura, a praça de touros já tinha a lotação bem firmada, cimentada em fãs de longa data, dada a proporção de Gen X que se avistava. A setlist, sem surpresa, foi muito próxima dos restantes concertos da tournée. Suede começaram a noite com o primeiro single do novo álbum, “Disintegrate”, escolhendo tocar também “Antidepressants”, “June Rain”, “Trance State” e “Dancing with the Europeans” do seu mais recente disco. Esta última foi aliás eleita para o encore único antes do agradecimento à bonita capital portuguesa nas despedidas.

O décimo álbum de estúdio dos Suede, Antidepressants, mostra a “nova fase” de Brett Anderson na música com um som mais maduro, sem nunca sair do seu registo de rock pós-punk. A banda que já teve uma inspiração marcada no glam rock (talvez daí venha a escolha para o seu nome/identidade como “couro macio e aveludado”) revelou igualmente uma maior ponderação na sua apresentação. Embora continue a ser um grande frontman, com a sua marcada intensidade emocional, Brett já não ambiciona “ser uma mistura de Bowie e Morrissey”. Apresentou-se próximo do público das primeiras filas, mergulhando na plateia algumas vezes, mas com uma sobriedade elegante, distante das aparições mais luxuriantes do antigamente. Pontos altos do concerto foram os clássicos cantados pelo Campo Pequeno sem dificuldades como “Animal Nitrate”, “So Young, “Metal Mickey” e “Beautiful Ones” que aliás encerrou o concerto.

Com uma carreira que o vocalista comparou com a vida de um batráquio, tal a metamorfose exigida, os Suede regressaram a Portugal em grande forma, embora com a qualidade do som não tão brilhante como a prestação de uma das grandes bandas de britpop merecia.


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