Sozinho nunca: Caetano Veloso une gerações em concerto na Super Bock Arena

Sozinho nunca: Caetano Veloso une gerações em concerto na Super Bock Arena

O cantor brasileiro fez do Porto a sua casa, deixou uma homenagem e ainda relembrou momentos da infância a 27 de maio, noite em que se sentiram as raízes do Brasil na cidade invicta.

O artista, que contou com uma Super Bock Arena cheia, abriu a noite com a bossa nova de “Branquinha”, de forma a aquecer o público para as músicas mais agitadas que estavam por vir, como “Gente”. Nos momentos iniciais do concerto, passavam pelo ecrã gigante, fotografias de Caetano mais novo, momentos estes em que o ícone da MPB (Música Popular Brasileira) foi largamente aplaudido pela sua longevidade e musicalidade, mesmo aos 83 anos.

Foi quando o público finalmente aqueceu e encheu verdadeiramente a arena, que Caetano transformou a invicta numa Tropicália temporal (com uma grande ajuda da “Divino Maravilhoso”). Cantou temas da sua autoria, como “Eclipse Oculto”, seguido do destaque da Set-list, “Sozinho”, o grande hino da carreira do cantor, ou a “Alegria, Alegria”, que foi a cereja no topo do bolo, para levar o público ao flow state.

O concerto teve ainda um momento especial, reservado para as datas do cantor em território nacional, que consiste numa interpretação gloriosa do primeiro fado que Caetano aprendeu quando tinha cerca de 10 anos, a “Rosinha dos Limões”. O cantor prometeu tudo e entregou ainda mais. Com um sotaque lusitano a roçar a perfeição, não houve quem não sonhasse encantado na multidão. Em conjunto com “Sozinho”, foi o maior aplauso que recebeu durante a noite.

Já na reta final do concerto (com toda a gente de copo na mão), Caetano trouxe a euforia e o samba de mãos dadas: cantou “Desde que o samba é samba”, a sua música com Gilberto Gil, que deixou todos aos saltos e a alma do Brasil em estado puro.

“Odara”, depois de “Reconvexo” e “É Hoje”, foi a protagonista do encore da noite, que viu o cantor regressar ao palco depois do público, que sabia que a despedida se aproximava, suplicar por mais uma música.


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