Sophia Ardessore anuncia segundo álbum com o single “Boitatá”

Inspirada pelo tarot e pelo imaginário do folclore brasileiro, o tema – uma parceria com Francisca Barreto – inaugura o universo conceptual do novo trabalho da artista
A cantora e compositora brasileira Sophia Ardessore apresenta Boitatá, single que antecipa o seu segundo álbum e inaugura uma nova fase da sua trajetória autoral. O tema nasce de uma parceria com Francisca Barreto e mergulha num universo simbólico que atravessa o tarot e o folclore brasileiro. A composição surgiu a partir de um encontro criativo entre as duas artistas. “Estávamos em minha casa e queríamos compor, então tirámos uma carta do tarot para nos inspirarmos e saiu o Diabo, o arcano XV. Pensei que tinha de haver uma linha de baixo bem ‘sombria’ e comecei por ela”, conta Sophia. Oiça aqui.
A partir dessa provocação inicial, as compositoras passaram a pesquisar referências simbólicas associadas à carta e as suas possíveis leituras, o que acabou por conduzir a criação para o imaginário do folclore brasileiro. “Fiz um curso com Sula Turner onde vimos o mapa dos arcanos maiores de Alejandro Jodorowsky. Nele, o Diabo inicia a fileira da transcendência. É preciso visitar o próprio inferno para ‘transcender’, reconhecer os nossos impulsos, sombras, desejos e como tudo isso também é uma parte significativa da vida”, explica a artista.
Esta ideia encontrou um paralelo na figura do Boitatá, serpente de fogo presente no imaginário popular brasileiro e associada à proteção das matas. “O mesmo fogo que arde no Boitatá também protege a mata dos garimpeiros”, comenta Sophia. A imagem do fogo, simultaneamente destrutivo e protetor, aproxima-se das dualidades que atravessam a faixa e servem como ponto de partida para o universo conceptual do novo trabalho.
Segundo a artista, a canção sintetiza o conceito do álbum a ser lançado no próximo ano. A obra, que dará continuidade à discografia iniciada com Porto de Paz (2022), debruça-se sobre contrastes e dualidades. “Sinto que, em Porto de Paz, interpretei a maioria das canções e pude escolher como me colocaria nas composições de outras pessoas. O VENTRE QUE ME INVENTOU tem-me ensinado a estar completamente nua, expondo-me em todas as instâncias, tendo as minhas composições como parte expressiva do trabalho”, conta.
Fonte: Press Release

