Son of Gun II: rap documental a dobrar no segundo volume do novo disco de Real GUNS

Em Dezembro passado editou Son of Gun com dez faixas carimbadas pelo seu inconfundível registo. Agora, estreia mais duas mãos cheias de temas num trabalho que o reafirma como um dos rappers mais singulares da nossa praça.
É ao lado do histórico General Mucuemba que Real GUNS inaugura o segundo volume de Son of Gun, entre palavras dedicadas ao lado invisível da vida em bairros como aquele que os levou a cruzarem-se. Daí em diante, o rapper luso-são-tomense sediado na Amadora discorre sobre essa vida de um “filho armado” que tudo tem feito para vingar através da sua arte substancialmente auto-biográfica.
Depois de uma impetuosa entrada no lado A de SOG, maioritariamente alavancada pelo próprio Ovilton Santiago, neste lado B ganham espaço novas e múltiplas colaborações, quer de viva voz, quer de samples reveladores da direção delineada para esta viagem a duas voltas. Além do já mencionado General Mucuemba, entram em cena nomes tão sonantes quanto inusitados como L-ALI, JÜRA ou Benny Broker. Figuras como Landim e Ne Jah, por sua vez, acrescem ainda mais simbolismo às rimas escritas e cantadas em crioulo ao longo de duas dezenas de canções agora reunidas.
Já no lado da produção, soma e segue equipa que ganha sem mexidas, ainda que o estilo de jogo nesta segunda parte também aponte em grande medida para a novidade. A verdade é que, apesar do reportório de Real GUNS se destacar acima de tudo por uma identidade absolutamente vincada, a sua discografia reflecte uma constante evolução por diferentes registos sonoros. E em SOG II é isso mesmo que sobressai: Real GUNS na teoria fora de pé, mas na prática como peixe dentro de água, a levar-nos mais uma vez às profundezas da sua realidade.
Fonte: Press Release

