29 Mar 2019 a 30 Mar 2019

Segunda noite do ID_No Limits: o enorme Kamaal Williams, o abraço quente de Dino D’Santiago e o habitual de Little Dragon

Segunda noite do ID_No Limits: o enorme Kamaal Williams, o abraço quente de Dino D'Santiago e o habitual de Little Dragon

Deu-se por terminada a segunda e última noite do ID_No Limits. Um festival que, em modo estreia, arriscou tanto na localização, que muito se estranhou e comentou, como pelo alinhamento que provou que com os nomes certos lá se arrancam as pessoas de Lisboa.

Com um estudo de horário bem mais dificultado comparativamente à noite anterior, muito pela sobreposição das atuações que mais público atraíram ao ID, a noite de 30 de Março tinha no seu cartaz um dos nomes que mais interesse despertou no festival, Kamaal Williams. Henry Wu, agora Kamaal, é um dos responsáveis pelo enorme boom do jazz eletrónico que se tem vivido. Diretamente de South London, não é a primeira vez do britânico em Portugal, é de facto a terceira, mas foi a primeira vez que atuou a Sul e isso sentiu-se pela sala do Auditorium cheia e a fervilhar para o receber.

Acompanhado por Tonez na bateria e Hercules no baixo, tivemos direito a uma tareia de música, de muito boa música. Ao mesmo tempo que nos sentimos incapazes de ficar quietos sentimo-nos igualmente presos no loop viciante de improviso que nos momentos certos mesclava as sonoridades de New Heights e The Return. Quer-se muito mais de Kamaal por cá, digamos que saímos de fé restaurada no verdadeiro sentido de musicalidade.

Kamaal Williams (confiem em nós)

Kamaal Williams (confiem em nós)

Fãs de Arca

Fãs de Arca

A muito custo algum do público abandonou a sala pois no Grand Hall estava-se prestes a assistir à imensidão, à excentricidade e à já conhecida irreverência do venezuelano Arca, proporcional à do público.

A sobreposição de horários não foi mais uma vez amiga pois, enquanto Arca atuava, à porta do Auditorium ia-se formando uma respeitável fila, chamamos-lhe o efeito Dino D’ Santiago. Quem já o viu quer repetir, quem nunca o viu quer ver.

Dino está a viver o seu melhor momento e o auditório, cheio, de pé, voltou a ser prova disso mesmo. Para o ID trouxe o seu último álbum Mundu Nôbu mas não deixou de recordar temas de Eva. Voltar a ver Dino voltou a saber a uma noite entre amigos. Continua a ter o efeito de conseguir abraçar todos na sala e de nos transportar para Cabo Verde sem tirar os pés de Portugal.

O início do concerto de Little Dragon foi levando alguns, a contragosto a mudar novamente de palco. Os suecos voltaram a Portugal, com o seu arco-íris de cores, com o seu efeito-alegria e os singles dançantes a que nos têm habituado. Enquanto cabeças de cartaz não tiveram de todo o mesmo impacto de Arca ou de IAMDDB mas mantiveram um Grand Hall compostinho, embora sem nada de grande destaque.

Os passos mais arriscados já foram dados, esperamos para ver o que o ID nos trará no próximo ano.

Fotos: D.R.

Mónica Borges  

Acho todos os cães bonitos, gosto de festivais e ainda mais de imperiais.


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