Sam Alone & The Gravediggers animam noite lisboeta antes da digressão europeia

Sam Alone & The Gravediggers animam noite lisboeta antes da digressão europeia

Sam Alone & The Gravediggers deram um concerto no RCA Club, em Lisboa, a 19 de março. Entre as canções bem conhecidas do seu público veio também o álbum novo, “Tougher Than Leather”.

Sam Alone & The Gravediggers estão prestes a iniciar uma digressão europeia de apresentação do seu terceiro longa “Tougher Than Leather”, que mereceu lançamento mundial no passado dia 18 de março. Antes dos concertos além-fronteiras, o grupo de Poli, nome artístico do algarvio Apolinário Correia, passou pelo RCA Club, em Lisboa, para uma noite de muito folk rock entre amigos.

A abertura do concerto lisboeta esteve a cargo do barreirense Fast Eddie Nelson.

Com a casa composta de amigos e admiradores do estilo de Poli, o grupo conseguiu um bom ambiente apesar de algumas canções mais rígidas, como foi o caso logo das primeiras ‘Gardens of Death’ e ‘Gallow’, esta do álbum anterior, “Youth in the Dark”, de 2012. Ainda no arranque, o músico tratou logo de apresentar ‘Shine’, do álbum novo, tocada na guitarra que, durante os ensaios, tivemos a sensação de se tratar de um objeto de culto. Na dita lê-se “working class rifle” e esta é uma velha companheira de viagens, de inspirações e de muitos palcos.

Para quem não os conhece bem, Sam Alone and The Gravediggers podem parecer um grupo que inspira alguma revolta violenta mas não é, de todo, o caso. A generalidade da sua música fala de luta, sim senhor, mas que só traz resultados quando há uma irmandade e espírito de partilha e solidariedade entre todos. «Malta, já ouviram o nosso álbum novo? Não?! Então saquem da net, gravem e ofereçam aos vossos amigos», incita, divertido, Poli, a provar que não está mesmo para inspirar sentimentos negativos. E ouve-se ‘Believers and Renegades’.

Entre a festividade e a introspeção de uma viagem à terra de origem, típicas do estilo musical que vai levando aos palcos, Sam Alone volta a dirigir-se ao seu público lisboeta antes de cantar a bem conhecida ‘Another Mile’. «Esta é dedicada a todo o pessoal que vem de vilas e cidades pequenas», diz Poli, depois de fazer uma “sondagem” pelos presentes e perceber que era de Lisboa e quem vinha dos arredores.

O ambiente continuou em alta, com o aconchego de um bar em que se sabe que se pode ir cumprimentar um amigo ou buscar uma bebida sem perder o lugar e continuar a ver o concerto, onde se notou a presença de pequenos grupos de amigos. O espetáculo passou, também, pelo álbum “Deathproof”, de 2008. Todos os músicos e a backing vocal feminina estão ali, unidos, sem quaisquer problemas de protagonismo, apenas a aproveitar a oportunidade e a dar o seu melhor pelo folk rock com que se identificam. Há ali toques de mestre por parte de cada um deles que saltam à vista (e à escuta!) durante os temas mais intensos.

O concerto termina com ‘Tougher Than Leather’, o single de apresentação do novo álbum, com o mesmo nome, que é dedicado a todos os que os acompanham nesta jornada musical que já leva alguns anos e três álbuns editados.

«A grandeza da música não se mede pelo tamanho do “circo” mas sim pela dedicação de quem acompanha as bandas, de quem paga o bilhete, apoia os clubes e daqueles que lá trabalham e que, de norte a sul deste país, passam por dificuldades só para que exista música ao vivo em certas localidades», escreveu Sam Alone, após o concerto, na página oficial de Facebook do grupo. Dá para perceber que partem para a Europa com a certeza do apoio dos portugueses.

Daniela Azevedo  

Jornalista, curiosa sobre os media sociais, viciada em música, gosta da adrenalina do desporto motorizado. Amiga dos animais e apreciadora de dias de sol. Acha que a vida é melhor quando há discos de vinil e carros refrigerados a ar por perto.


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