11 Jun 2026 a 14 Jun 2026

Primavera Sound 2026 (Dia 1): Uma “Intro” perfeita para os festivaleiros

Primavera Sound 2026 (Dia 1): Uma “Intro” perfeita para os festivaleiros

O primeiro dia do tão aguardado Primavera Sound Porto 2026 não desapontou e, como sempre, ofereceu um banquete de estilos musicais aos festivaleiros. The xx foram os grandes protagonistas da noite de 11 de junho, no Parque da Cidade.

A tarde começou com a música independente da Emmy Curl no palco principal (Estrella DAMM), que reuniu um conjunto, já grande, de pessoas dentro do recinto, logo pelo início do festival. No fim do concerto da artista portuguesa o calor era intenso, mas como a música era mais, a viagem do palco principal para o palco primavera não custou a fazer. O respetivo palco protagonizou a passagem dos PAUS com a sua última Tour “Enterro 2026”, à qual o público aderiu em massa.

A ação no palco Vodafone começou pelas 17:40, com uma atuação de Inês Marques Lucas, que ficou marcada pela sua delicadeza, mas também por tocar em assuntos com que o público se relacionou fortemente, como, por exemplo, a famosa rotina ‘9 to 5’. Mais tarde, subiram ao mesmo palco os Sensible Soccers, que, embora tenham tido um pequeno problema técnico antes de começarem a tocar, compensaram totalmente pelo inesperado. Tal foi a adesão dos festivaleiros à experimentalidade da banda, que quem estava sentado teve de se levantar, visto que o público compareceu em força.

Simultaneamente, no palco vizinho, o ZYN, quem deu a aula das 19:30 foi rusowsky, que apresentou ao público temas mais fáceis de digerir, cuja energia foi amplificada pelo fator “palco grande” que estava visivelmente presente. Os dois palcos voltaram a medir forças mais tarde, pelas dez da noite. Enquanto isso, foi a vez dos Big Thief subirem ao palco principal. A banda americana não desapontou e encantou o público, já vasto, com a suavidade e doçura da voz de Adrianne Lenker. A banda tocou temas intemporais, como “Vampire Empire”, mas, para surpresa de muitos, deixaram “Velvet Ring” de lado.

De volta ao palco ZYN, os americanos Texas Is the Reason trouxeram o seu post-hardcore ao Porto e entraram numa competição com a audiência, para ver quem quebrava o limite de decibéis primeiro. A banda em digressão encontrou, em Portugal, um público efusivo e muito reativo.

Já no palco Vodafone, Ethel Cain abriu com ‘American Teenager’ e emocionou os milhares de pessoas presentes na sua atuação. No que toca à lotação, este concerto fez lembrar Deftones na passada edição de 2025, porém, com um público comovido e sereno, que deixou cair imensas lágrimas durante a atuação, mas sobretudo, quando soaram as primeiras notas de ‘Crush’.

Finalmente aquecidos, os festivaleiros dirigiram-se ao palco principal para testemunhar a atuação dos headliners da noite, The xx, que ficou marcada por uma qualidade gráfica e uma produção musical de se lhes tirar o chapéu.

Não foi só um concerto por parte da banda britânica, foi a oferta de uma experiência imersiva, que consistiu numa amálgama de sentimentos. Entre eles, o amor, a melancolia, o groove, e muitos mais. A generosa set-list foi pintada em tons de “Cristalized”, “I Dare You”, “Angels”, e, claro, “Intro”, que é o grande hit da banda.

A noite acabou oficialmente com um mosh-pit intenso, no concerto dos Agriculture, no palco primavera, e ainda com atuações de Kneecap, Gelli Haha e Ninajirachi, pela madrugada, nos diversos palcos do festival.


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Mais sobre: Big Thief, Emmy Curl, Ethel Cain, Inês Marques Lucas, PAUS, rusowsky, Sensible Soccers, Texas Is the Reason, The xx


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