O Retorno dos Biffy Clyro: a Mensagem Inspiradora de Futique

O Retorno dos Biffy Clyro: a Mensagem Inspiradora de Futique

© Tiago Cortez / Everything is New

De volta ao solo nacional, no Sagres Campo Pequeno, Biffy Clyro reuniu tudo o que o rock tem de bom: amor, êxtase e uma boa dose de suor. A Futique Tour não deixou nada a desejar, recuperando os fãs da banda que a aguardavam há quase uma década.

A passada quinta-feira, dia 5 de fevereiro, foi marcada por um Sagres Campo Pequeno perto da lotação total para receber a banda escocesa Biffy Clyro, nove anos após o seu último concerto em Portugal, no Coliseu dos Recreios. A Futique Tour passou por Lisboa para a promoção do último álbum Futique, lançado em setembro de 2025, mas desta vez com a notícia de que o membro fundador da banda, James Johnston, não participaria na tour por questões de saúde mental.

A notícia foi uma surpresa para os fãs de longa data, que estariam a recear uma performance diferente e insegura por parte dos restantes membros de Biffy Clyro, Simon Neil e Ben Johnston. Talvez a surpresa maior tenha sido que as suas expectativas não foram concretizadas. A substituição de Johnston pela baixista Naomi MacLeod, que trabalhou em tempos com Simon num outro projeto do vocalista, a banda de metal Empire State Bastards.

Bartees Strange, que tem acompanhado Biffy Clyro, a solo, ao longo da tour europeia, abriu a noite com um cenário intimista e uma performance avant-garde acústica – um conceito que poderia ter sido recebido de melhor forma, não fosse um nome desconhecido do público português. Mas nem a passividade da audiência parou Strange, que se entregou a Lisboa com uma setlist sólida, e vocais, ao início, tímidos, mas progressivamente poderosos. No final, foi agradecido e aplaudido com ânimo. Contudo, a recordação da sua abertura memorável para The National no mesmo local, em 2023, poderá ter-lhe deixado alguma amargura.

O momento pelo qual todas as pessoas ansiavam chegou pelas 21h00, com um palco elaborado e o apoio sensacional das violinistas do Glas String Quartet. Foram 23 músicas e puro rock. Para os fãs de longa data, não faltaram temas dos primórdios de Biffy Clyro, como Who’s Got a Match? e Living Is a Problem Because Everything Dies, do álbum Puzzles (2007). O aclamado álbum Only Revolutions (2009) teve o seu peso e o volume no máximo. Os seus momentos foram, possivelmente, os mais acesos e nos quais o Sagres Campo Pequeno cantou em uníssono e com fervor os êxitos dos rapazes escoceses – preciso de destacar a poderosa Mountains e o fecho com Many of Horror.

Para os que conheceram recentemente a banda, ou estiveram presentes por curiosidade, foram presenteados com boa música e performances impecáveis de Simon Neil. Futique (2025), deixou claro o seu lugar no pódio dos melhores álbuns de Biffy Clyro, ao lado de Opposites (2013), afirmando-se logo com Little Love. Mas, de todas, a que moveu mais o público, e comoveu mais a banda, foi Two People In Love, que em entrevistas surge como sendo a obra-prima do seu mais recente álbum. E Futique é sobre, nada mais nada menos, do que nostalgia, amor, perda, e o quão efémera é a vida.

Escrita numa das t-shirts do merchandise da banda, está uma frase que julgo ser a mensagem no culminar da noite; “Os momentos que não sabíamos que precisávamos de aproveitar até desaparecerem”. Biffy Clyro é sobre isso, aproveitar cada momento, amar com intensidade – viver como se o seu concerto fosse o último da nossa vida.

Nota da redação: a banda não autorizou a reportagem fotográfica da nossa equipa.


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