Lisboa Converteu-se à Energia Etérea de The Last Dinner Party

Lisboa Converteu-se à Energia Etérea de The Last Dinner Party

O Coliseu dos Recreios encheu para receber euforicamente as inglesas The Last Dinner Party, e a banda de estreia que conquistou os corações do público português: Sunday (1994). Um dia que, embora chuvoso, não parou os fãs de fazerem fila para um concerto memorável.

Num domingo marcado por eleições presidenciais, surge a primeira data da tour europeia das The Last Dinner Party. Foi no passado dia 8 de fevereiro, que subiram ao palco em nome próprio pela primeira vez, depois do concerto triunfante no Primavera Sound Porto em 2024. Desde então, a sua vinda a solo passou a ser um dos momentos mais aguardados deste ano, com o anúncio da tour para o álbum From The Pyre, em setembro de 2025.

A banda de abertura, Sunday (1994), foi uma excelente surpresa. Apresentada a poucas semanas do concerto em Lisboa, a banda amiga vinda dos Estados Unidos, rapidamente hipnotizou o Coliseu dos Recreios com as suas melodias dream pop. A sua estreia em Portugal, foi recebida com furor e curiosidade, e é de destacar a vivacidade na liderança de Paige Turner perante a audiência. Temas como Still Blue e a famosa Tired Boy, sem dúvida, marcaram a noite e fizeram com que, após a despedida, todas as pessoas guardassem o nome da banda nas suas plataformas de música digital.

Num cenário idílico, as The Last Dinner Party surgem como uma fénix. A música Agnus Dei deixa claro o tom e a postura de cada membro da banda. Estão ali para se afirmarem com o seu segundo álbum e não se deixaram parar – estavam lá para se divertirem. Entre as vocais extraordinárias de Abigail Morris estão as pérolas I Hold Your Anger e A Woman Is A Tree, comandadas por Aurora Nishevci. E em Rifle, Lizzie Mayland tomou as rédeas, encantando o Coliseu dos Recreios, da plateia aos camarotes. Foram momentos comoventes, bastante expressivos e, sobretudo, autênticos.

Ao longo da performance, Emily Roberts e Georgia Davies contribuíram para a atmosfera visceral da ligação entre a banda e o público. As The Last Dinner Party provaram que não podemos focar-nos apenas numa pessoa, pois elas são um todo. Funcionam como um só. E a química entre cada uma é transcendente. As 20 músicas do cardápio foram cantadas com imensa emoção, confiança e esplendor. Não só tocaram os hits de Prelude To Ecstasy (2024), com Feminine Urge e Nothing Matters, como tocaram From The Pyre (2025) na íntegra. Além disso, debutaram Big Dog, uma música inédita nunca tocada em Portugal. Um presente recebido pelo público de caras espantadas e delirantes pois, definitivamente, tem uma sonoridade única que se diferencia das músicas irmãs.

A energia emotiva do concerto não afetou só os fãs. Abigail mostrou-se altamente comovida pela receção da sua nova cidade portuguesa preferida. Foi pelas interações com o público, os infinitos agradecimentos e as lágrimas, que, naquela noite, Lisboa percebeu que seria uma cidade de referência para o seu futuro. E não há nada mais delicioso do que um país pequenino receber o maior dos elogios de uma banda querida.


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