Hinds Em Lisboa: Portuñol Punk e Riot Grrrls Dominaram a Casa Capitão

Hinds Em Lisboa: Portuñol Punk e Riot Grrrls Dominaram a Casa Capitão

No sábado passado, dia 7 de março, a Casa Capitão esgotou o Rés do Chão para receber a dupla madrilena Hinds. As elétricas Carlotta Cosials e Ana Perrote, subiram ao palco para o encerramento da tour “Viva Hinds”, relativa ao seu último álbum de 2024. A abertura foi entregue às Lesma, banda riot grrrl nacional que ganhou os corações do público nessa noite.

 

Passou uma década desde a última vinda a Lisboa. Em 2016, esgotaram o Musicbox e desde então construíram o álbum que viria a ser a sua obra-prima. VIVA HINDS (2024), é o culminar de anos de trabalho, procura de casa, afirmação de identidade e arrojo do som da banda. E na Casa Capitão, o concerto começou assim: em casa, a mostrar a vulnerabilidade do processo criativo, a jornada de uma tour que durou dois anos, os altos e baixos; e mostrou, sobretudo, o amor à “camisola”.

Eufóricas, divertidas e insubmissas, aqueceram a Casa e meteram o público português a dançar… e a tocar. Deram vida aos muitos sucessos da carreira, particularmente deste último lançamento, com “Boom Boom Back” e “Stranger”, com a colaboração de Grian Chatten [Fontaines D.C.], e a sua redenção de “Girl, So Confusing” de Charli xcx. Mas quem acompanha a banda desde os seus primórdios, ficou em êxtase com a performance de “Garden”, “The Club”, e “San Diego” – que levou uma fã ao palco para tocar as notas da guitarra de Carlotta.

A dupla deu o seu tempo nos agradecimentos, comovidas por todo o apoio prestado ao longo dos anos, pela recepção calorosa do país vizinho, e pela atuação crua da banda de abertura. As Lesma, um trio jovem, rebelde e punk – como deve ser – foram destacadas pela sua autenticidade e boa disposição. E não passaram despercebidas músicas como “Maria” e “Barreiro” que foram recebidas com muito entusiasmo. Com influências das míticas Pega Monstro, e Vaiapraia (com quem já tocaram), as Lesma são uma banda em ascensão nestes tempos em que a única certeza é a necessidade de mais música punk feminista.

A noite de sábado foi, sem dúvida, marcada pela familiaridade e cumplicidade, num espaço íntimo. Onde ambas partilharam um pouco de si e fizeram questão de nos transportar para o seu mundo – ou, melhor ainda, para a simbologia do cocodrilo na família de Carlotta.

O que é que o futuro da banda reserva? Descanso, descanso bem merecido. Mas sempre com a certeza de que mais virá, porque time flies when you’re having Hinds.


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