Henrique Tibola lança álbum de estreia em que investiga a densidade das paixões humanas

Henrique Tibola lança álbum de estreia em que investiga a densidade das paixões humanas

Trabalho do músico brasileiro chega às plataformas digitais com um percurso marcado pelas belezas da introspeção

O cantor e compositor brasileiro Henrique Tibola estreia, neste dia 10 de abril, seu disco homónimo. No primeiro álbum de estúdio de sua carreira, o público recebe um convite para entrar no infinito particular das paixões. Com composições originais, o trabalho propõe ao ouvinte, nas suas letras e arranjos, um mergulho nesse universo que tensiona o amor e a ausência. Ao longo de oito faixas, a obra revela-se como um exercício cuidadosamente construído para traduzir a ternura e a dor que coexistem na solitude. Oiça aqui.

Em Henrique Tibola, o músico volta-se para o exercício de expressar percepções internas, refletindo o lado agridoce dos sentidos. Por isso, toma entre as suas referências contemporâneas a poesia de Tim Bernardes e a obra psicanalítica de Ana Suy, autora de A Gente Mira no Amor e Acerta na Solidão. “Fiz tudo que eu pude para lidar com a minha solidão e, no final das contas, acho que é o que temos de mais diferente e singular. Deixei essa particularidade individual transparecer nas letras, nas harmonias, na forma de cantar, que é solar. Onde mais ela quisesse”, afirma o cantor.

Antes de ter acesso ao trabalho completo, cuja produção, mistura e engenharia de som são de Ricardo Mabilia, o público pôde conhecer quatro singles — “Chuva Vai”, “Desaguar”, “Ao Redor do Mundo” e “Meu Amor Por Ti”. Juntamente com as faixas inéditas, todas as oito composições tecem, quando combinados os seus títulos, um novo poema. Concebidos entre dois estúdios e a casa do próprio autor ao longo do ano de 2025, os registos orientam-se pela matéria humana ao transitarem entre três temas centrais da existência: o amor, a solidão e a memória. A canção de abertura, por exemplo, parte de um luto provocado pela perda de um amor. Entre as gotas de chuva que se materializam a partir de um piano Rhodes, já no encerramento, a melodia evoca um choro que simultaneamente encerra a angústia e a transforma em narrativa, num processo de elaboração.

“Desaguar”, que surge de seguida, leva Tibola a revisitar escritos da última década a partir de arranjos intimistas de violoncelo — uma construção melódica que vai, gradualmente, desembocando em contrastes mais do que emocionais. São também temporais. Em “Insensatez”, reina a indecisão do sujeito num discurso que encontra eco em reflexões sobre escolhas, como as propostas em leituras como A Divina Comédia, do italiano Dante Alighieri.

De um “Sonho” contemplativo que se acende como esperança, o disco passa a conduzir o ouvinte por um caminho cada vez mais aberto e altivo. Assim é que surgem os temas “Grão”, registro mais pop do percurso, e “Ao Redor do Mundo”. Nesta canção onírica e apaixonada, voz e piano fundem-se, dando o espaço necessário para que o amor volte a acontecer. O percurso evolui ainda mais em direção à leveza, culminando em “Meu Amor Por Ti”, uma promessa contra o desamparo, capaz de expandir a temática do amor. Em síntese, a viagem proposta no disco homónimo de Henrique Tibola, como se percebe no final da escuta, é encontrar a força necessária para florescer. Munido dos seus instrumentos, o autor encontra, por fim, a sua própria primavera.

Fonte: Press Release


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