Ficamos bem só a vê-los acontecer – Linda Martini no Lux

Ficamos bem só a vê-los acontecer - Linda Martini no Lux

O quarteto apresentou o mais recente disco na discoteca lisboeta a 15 de fevereiro perante uma sala esgotada e provou que Linda Martini ao vivo ainda se agigantam mais.

Já não são novidade há algum tempo e até têm um quê de banda de culto. As duas datas que esgotaram o Lux para a apresentação do último disco, bem antes de ser disponibilizado nas plataformas online, são prova disso. Afinal, a última vez que os vimos foi num Coliseu bem repleto.

Sabemo-los mestres da explosão controlada e conhecemos-lhes a capacidade de puxar do mais visceral em nós: num concerto de Linda Martini são vários os momentos de mosh e crowdsurf (desta vez até Pedro Geraldes voou pela plateia), há muito punho no ar e o que não falta são vozes a debitar cada palavra como se nada mais importasse. Nada disso se altera com as canções do novo trabalho. Aliás, tudo isso se eleva ainda mais. E se as canções de Linda Martini só estavam disponíveis online há poucos dias, isso não fez com que grande parte dos presentes não acompanhasse já as letras dos novos temas.

Tocado na íntegra, Linda Martini encapsula na perfeição tudo aquilo que a banda tem vindo a ser nos últimos 15 anos. Seja nos singles pujantes em Gravidade e Boca de Sal, nas frenéticas Caretano e Quase Se Fez Uma Casa, na batida de É Só Uma Canção ou na intensidade da magnífica Se Me Agiganto, a identidade mantém-se e sai até reforçada.

Além do mais recente trabalho, o alinhamento incluiu também algumas incursões menos habituais por temas mais antigos. Lição de Voo N.º1 e As Putas Dançam Slows voltaram a ser tocados depois de algum tempo, enquanto Belarmino Vs., e as já incontornáveis Amor Combate e Cem Metros Sereia, a fechar, também representaram os primeiros álbuns da banda. De Turbo Lento houve Panteão e Febril (Tanto Mar) e de Sirumba ouvimos apenas Unicórnio de Santa Engrácia e Putos Bons.

Se o disco ainda nem tinha sido lançado e a festa foi assim, dá para imaginarmos o que ainda está por vir. Como sempre, os Linda Martini entregam a alma ao palco e o público retribui. Como sempre, saímos nós a ganhar com uma banda que não pára de se agigantar.

Edição: Daniela Azevedo

Teresa Colaço  

Tem pouco mais de metro e meio e especial queda para a nova música portuguesa. Não gostava de cogumelos mas agora até os tolera. Continua sem gostar de feijão verde.


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