Este pop idol cresceu. E bem – Niall Horan no Coliseu

Este pop idol cresceu. E bem - Niall Horan no Coliseu

Membro dos One Direction actuou a solo pela primeira vez em Lisboa no passado Sábado perante um Coliseu de Lisboa esgotado e provou ser mais do que um ex ídolo pop.

Depois da pausa por tempo indeterminado dos One Directon, o irlandês Niall Horan será o membro que mais tem passado despercebido. Se Harry Styles tem arenas (e salas de cinema) a seus pés e Liam e Louis continuam a dar que falar no reino da imprensa côr-de-rosa e dos temas pop algo inócuos, Niall pareceu desviar-se das atenções e recolher-se nas canções. Canções essas – as que integram Flicker, disco lançado em Outubro do ano passado – que são claramente influenciadas pelo velho rock americano, de guitarra em riste e refrão contagiante. Não serão, portanto, do tipo de canção que é mais popular hoje em dia, mas são claramente a praia onde o irlandês se sente em casa, sem parecer preocupar-se com a popularidade.

Até porque, convenhamos, não precisa de se preocupar. A paragem em Portugal da extensa Flicker World Tour esgotou em poucas horas e acreditamos que teria o mesmo efeito fosse a sala mais espaçosa (talvez a casa da Eurovisão – cuja final se realizou na mesma noite – fosse mais adequada), e quem a esgotou é em grande parte o mesmo público que em tempos encheu estádios para ver Niall como parte dos One Direction. Os fãs não esqueceram o fenómeno e claramente acompanham de perto as aventuras a solo de cada membro. Do início ao fim, todas as palavras das novas canções de Niall Horan tiveram eco nas vozes que encheram o Coliseu, o que levou o próprio a elogiar o público presente.

De guitarra em mãos e acompanhado por uma competente banda (guitarra, baixo, bateria, teclas e violino), o irlandês desfilou os temas do disco de estreia, entre baladas, pop explosivo, ou pop rock de pedra e cal com direito a solos de guitarra e tudo – uma espécie de Bryan Adams sem a voz rouca. Nota-se o crescimento do jovem que há oito anos participou no X-Factor britânico, com um discurso humilde e uma entrega e coesão musical admiráveis. E Niall parece também querer que o seu público cresça com ele: antes do tema título do disco, que explicou ser o mais pessoal que já escreveu, pede aos presentes para deixarem os telemóveis no bolso durante aquela canção, argumentando que o momento seria muito mais especial se todos os presentes o vivessem de facto, e não o acompanhassem através de um ecrã. Salva de palmas merecida e pedido (quase) cumprido à risca, para um dos momentos mais bonitos da noite.

Voltou à carreira da banda a quem será sempre associado, primeiro para a calma Fool’s Gold, e depois para Drag Me Down, um dos singles mais fortes do fenómeno. Mas nunca precisou de se apoiar nos temas do passado, tendo até arriscado um inédito (So Long) e duas versões: o clássico Dancing On The Dark, de Bruce Springsteen (que diz ser o seu compositor favorito), e o animado Crying In The Club, de Camila Cabello. O rock americano e a pop despreocupada parecem de facto ser os alicerces musicais de Niall Horan, e a sua combinação provou dar bons resultados.

 

Foto: Instagram Niall Horan

Teresa Colaço  

Tem pouco mais de metro e meio e especial queda para a nova música portuguesa. Não gosta de cogumelos.


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