9 Jul 2015 a 11 Jul 2015

Do Barreiro até Espanha, na Pista de Roger Plexico – O 1º dia do Quintanilha Rock

Estamos no lugar em que o rio Maçãs serve de fronteira entre Portugal e Espanha. E basta, a espaços, pular um fio de água para mudar de país. É este o cenário para aquele que é, talvez, o mais ibérico dos festivais, o Quintanilha Rock. Este ano com mais um dia, a Quinta-Feira, que serviu para aquecer os motores e afinar a organização para dois dias de música, partilha e diversão.

Chegamos tarde, fruto da viagem até a esta remota aldeia transmontana, mas desde logo nos sentimos em casa. As pessoas falam connosco como se velhos amigos reencontrados, o jantar, já bem para lá das 9 da noite, é numa mesa comunitária, e ali ao lado o pequeno palco está já montado para o começar das hostilidades, e o som que sai das colunas é um agradável chill out condizente com o calor que ainda se sente no por do sol.

Para iniciar as hostes, uma renovada tradição da aldeia. Segundo contam os amáveis aldeões, Quintanilha sempre teve uma banda musical, que a espaços ficava mais ou menos activa nas festas das localidades vizinhas. E foi essa tradição que se quis relembrar, e talvez renascer com a banda do “Arroz Doce”, 12 elementos da aldeia que começaram a noite, com temas a lembrar os “No Smoking Orchestra” do realizador Emir Kusturica.

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A seguir, os Wild Land, quarteto da casa, com um Rock talvez demasiado forte para quem sente ainda a barriga um pouco cheia demais. Alguns problemas técnicos no som, fruto talvez de ser o primeiro grupo em palco, são compensados com a entrega do quarteto que, no entanto, não entusiasma muito as perto de 300 pessoas que já andam pelo festival.

Depois veio um dos mais prometedores grupos do cartaz. Os barreirenses Pista fazem um Rock com influencias tropicais que se torna dançável quanto baste para entusiasmar qualquer audiência, e não é preciso ser detective para deduzir que tem futuro, pelo menos enquanto banda de concertos. Irreverência, bom som, imagem despreocupadamente interessante são elementos a notar no trio, que deixou muita gente a pedir mais depois do set. A seguir.

Depois, bem, depois aconteceu Roger Plexico. Roger Plexico é o nome de uma dupla que trata por tu pratos, mesas de mistura, samplers e caixas de ritmos. E uma dupla que, por mais incrível que pareça, faz tudo isto ao vivo, em simultâneo, num dialogo sincronizado que usa beats e melodias que vão desde Ennio Morricone a Beastie Boys, passando por Marvin Gaye e Rage Against The Machine. Dance, Electro, misturado com Headbanging, com uns pózinhos de Funk e Disco, e tudo ligado por scratching de chorar de tão bom. Vão procurar na net, que não se arrependem.

Sem deixar parar o som, ligados pelo cordão umbilical de “Riders on the storm” dos The Doors, Roger Plexico dão lugar a Nitronius. Este é um set de DJing puro, com o homem aos comandos a misturar e brincar com os pratos, como se fossem extensões das próprias mãos. Uma boa selecção musical permite manter as hostes em balanço permanente.

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Para o staff do HoráriosFestivais.com era, no entanto, hora de recolher. A viagem é longa, e se o primeiro dia é uma mostra do que se vai passar, há que reservar energias. Até amanha, QR15!

Pedro Gama  

Amante de fotografia, computadores, carros antigos, lê avidamente, como se respirasse livros. Gosta de musica e cinema, mas não tem tempo (€) para ir a todos os eventos que gostaria. Vai escrevinhando umas coisas enquanto trabalha e estuda Literatura Inglesa...


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Mais sobre: Banda do Arroz Doce, Pista, Roger Plexico, Wild Land


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