Djodje e um Coliseu dos Recreios ao rubro

Djodje e um Coliseu dos Recreios ao rubro

Foi com um sorriso estampado no rosto que Djodje recebeu o público que marcou presença no concerto de 11 de Março, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Pelas 20h30 já as filas eram imensas, ali para os lados das Portas de Santo Antão. A Joana Rita e o Francisco Morais também estiveram por lá.

Bandeiras de Cabo Verde e muitas – mas mesmo muitas – pessoas com a camisola Djodje, literalmente vestida. Um Coliseu esgotadíssimo e cheio de boas energias para receber o artista, na sua estreia nesta mítica sala de espectáculos. Até o Ministro da Cultura de Cabo Verde marcou presença nesta noite, demonstrando assim a relevância do músico para o panorama musical do país que o viu nascer.

O aquecimento para esta noite foi proporcionado por um DJ, a quem se juntou Josslyn. A cantora trouxe energia e bons ritmos para um Coliseu algo inquieto e expectante para receber Djodje. Josslyn trouxe consigo alguns temas que fazem parte do álbum que tem o seu nome e que foi produzido pelo artista da noite.

Pouco passava das 22h quando as luzes do palco se apagaram e o público começou a gritar pelo seu ídolo. A banda subiu ao palco e o corpo de bailarinos também. A entrada de Djodje não fez com que a intensidade dos gritos diminuísse; pelo contrário. Vestido de preto, com óculos de sol, Djodje assumiu uma presença descontraída e, sobretudo, muito feliz. Distribuiu sorrisos e perante uma sala cheia, repetiu várias vezes a expressão “’tá bonito”.

Nascido em 1989 na cidade da Praia,  filho de músicos, Djodje é filho de peixe e sabe nadar. O seu percurso como músico e produtor é invejável. Inegável é a sua capacidade de comunicar com os fãs, que o acompanharam nas letras, do princípio ao fim do concerto – mesmo no momento do medley acústico em que Djodje os desafiou: “Vamos ver quem se lembra destas músicas”. Antes desse momento, já tinham desfilado grandes êxitos pelo palco: Vai embora, o tema de abertura, Close your eyes , Namora comigo, Louca, Poderosa e um dos temas mais conhecidos do cantor,  Txukinha.

Houve vários momentos de festa e de celebração – mas temos que destacar a presença de Ferro Gaita em palco, para acompanhar Djodje no tema Um segundo. E em segundos a sala estava rendida ao funana. Toda a gente saltou e acompanhou a energia deste duo que é uma referência incontornável na música cabo-verdiana: em 2007 recebeu a medalha de mérito cultural, atribuída pelo governo de Cabo Verde.

Djodje recebeu vários convidados em palco: Ricky Boy, Dynamo, Nelson Freitas, Mika Mendes e Loony Johnson. Todos eles são nomes conhecidos do público português, que desde há alguns anos para cá tem acolhido, abraçado e dançado ao som destes artistas. Quem frequenta as noites de kizomba, tão frequentes, um pouco por todo o país, sabe bem do que falamos.

A noite terminou com o tema Não vai – e Djodje foi, mas voltou para o encore. La ki nos é bom foi o tema que encerrou a noite, com todos os convidados em palco. Este tema celebra precisamente a vontade e alegria de viver do povo cabo-verdiano, que sabe fazer a festa. E se houve festa!

Em Abril teremos outra oportunidade para ouvir Djodje, no Caparica Primavera Surf Fest.

Joana Rita  

Joana Rita é filósofa, criadora de conteúdos, formadora e investigadora. Ah! E uma besta muito sensível.


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Mais sobre: Djodje, Dynamo, Ferro Gaita, Josslyn, Loony Johnson, Mika Mendes, Nelson Freitas, Ricky Boy

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