Crystal Fighters no Hard Club – Será possível ficar cristalizado num concerto?

Crystal Fighters no Hard Club - Será possível ficar cristalizado num concerto?

Lançaram o seu 4.º álbum de estúdio, Gaia & Friends, no primeiro dia deste mês. Mas este concerto não se ficou pela apresentação do mesmo. Crystal Fighters deram no Hard Club mais um concerto que fez a casa portuense tremer, mas por boas razões…

De origem metade britânica, metade espanhola, assim se apresentaram há 9 anos com o disco Star of Love e desde aí que têm deixado a crítica dividida. Amados por uns e não tão elogiados por outros, a verdade é que a banda hispano-inglesa continua a esgotar salas como a do LAV em Lisboa (no dia anterior) e no Porto, a 10 de Março, muito poucos bilhetes ficaram por vender.

Depois de uma primeira parte de rock consequente, a cargo da banda madrilena Los Nasty, Crystal Fighters entraram com tudo. Deram mais um daqueles concertos em que é impossível destacar momentos altos e baixos da noite. Visto que, tanto a entrega da banda como a entrega do público, estiveram em perfeita simbiose.

Liderados por Sebastian Pringle, estes artistas conseguem transmitir uma energia e vibrações que nos deixam com uma vontade inexplicável de saltitar e um sorriso pateta estampado no rosto. Do mais recente álbum tocaram The Get Down, Runnin’, All My Love e Wild Ones, que foram recebidos e celebrados pela plateia como se fossem temas mais consagrados como Plague, Follow ou Love Natural (que claramente também não faltaram). Para o encore ficou At Home do primeiro álbum e You and I de 2013 de Cave Rave que nos deixaram a pedir por mais, mas não tivemos direito a segundo encore.

Além dos típicos momentos de celebração (com aplausos, braços no ar, lanternas ao alto) e uma multidão em uníssono saltitanto da esquerda para a direita, deu-se também um momento ternurento em que Sebastian pediu ao público para dar as mãos, conectando assim, a audiência toda numa só. Se fosse possível descrever estes artistas numa só frase, seria algo como: são uma banda folktrónica mirabolando entre o folk, indie pop-rock, techno-pop e dança alternativa que propagam uma energia com a qual ficas imediatamente bem-disposto(a).

É caso para afirmar, que se sucedeu mais um concerto memorável, mas nada a que Portgal já não esteja habituado. É de relembrar que o primeiro concerto da banda em Portugal deu-se em 2010 no Vodafone Paredes de Coura. Desde então voltaram a marcar presença em território nacional no NOS Alive em 2013, Queima das Fitas de Coimbra em 2014, Super Bock Super Rock em 2015, Paradise Garage em 2016, MEO Sudoeste em 2017 e mais recentemente na edição de 2018 do EDP Vilar de Mouros.

 

N.R.: Por motivos de agenda não nos foi possível fazer reportagem fotográfica neste concerto
Foto: André Henriques – Hard Club

Ana Duarte  

Estudou Línguas, Literaturas e Culturas na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Tem uns pais malucos que a levaram a concertos desde 3 anos e a festivais desde os 9. Passadas mais de 2 décadas, ainda por cá anda... P.S.: Leva o conceito de carpe diem muito a sério.


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