Casa Capitão celebra o 25 de Abril com um programa para todes e entrada livre

Casa Capitão celebra o 25 de Abril com um programa para todes e entrada livre

Aquele dia inicial inteiro e limpo, onde emergimos da noite e do silêncio, vai celebrar-se pela primeira vez, este sábado, 25 de abril, na Casa Capitão – que não se chama assim por acaso. O programa, intitulado Capitão Abril, vai estender-se por todo o dia, com entrada livre e uma pausa pelo meio, para descermos juntes a Avenida da Liberdade. Destaca-se, durante a noite, a apresentação em Lisboa do segundo álbum dos Duques do Precariado, o muito elogiado “Encarnação”, e um DJ set dos Capitão Fausto.

Mas o programa arranca logo às 11h30, com um DJ set para toda a família do cantor e compositor Luís Severo, no Terraço. Paralelamente a este Bailinho de Abril, vai ser possível participar na oficina de cartazes “O Futuro é Agora”, concebida pelo Centro Periférico e por José Smith Vargas. E ainda reforçar a literacia democrática com a “Constituição”, um jogo de tabuleiro didático, pensado pela associação Beira Serra e pela Triciclo Editora, com a ajuda de mais de 190 crianças. Os tabuleiros estarão espalhados pelas mesas da Casa.

Depois do almoço, é obrigatório descer a Avenida da Liberdade e cantar meia dúzia de vezes a “Grândola, Vila Morena”. Por isso, não se vai passar nada cá em Casa até às 19h.

A partir dessa hora, e até às 23h, quatro duplas de DJs vão convidar-nos a Dançar Abril. A deputada municipal, comentadora política e promotora musical Maria Escaja vai abrir a pista, acompanhada pela antiga futebolista e internacional portuguesa Luana Doce, atualmente a trabalhar na “Magriça”, uma nova revista dedicada ao futebol feminino. A partir das 20h, os músicos e DJs Alex D’Alva Teixeira e Sónia Trópicos partilham a cabine. Seguem-se os apresentadores Maria Morango, do Curto Circuito, e Luís Pinheiro, do Café da Manhã da RFM. E, a fechar a pista, os cineastas Leonor Teles e Bernardo Lopes.

Também há música ao vivo. Pelas 21h, no Sótão, vai ouvir-se punk-hardcore dos portuenses Pester e o street-punk operário dos XANGA!H, nobres embaixadores da Baixa da Banheira. Enquanto no Rés do Chão, às 21h30, tocam os Duques do Precariado, cujo segundo álbum, “Encarnação”, vai ser apresentado pela primeira vez em Lisboa.

Estiveram na capa do Ípsilon há umas semanas, e escreveram um texto de apresentação que merece ser lido na íntegra. Ei-lo: “Os Duques do Precariado fazem canções para celebrar as coisas ameaçadas. É música acústica e distorcida, carnuda e encharcada. Chamam-lhe folclore independente, ou etno-novidades. São guitarras eléctricas, bombos e flautas de três buracos. Esperam tocar o que ainda não ouviram, mas também o mesmo que sentiram da primeira vez que ouviram. As letras são desconfortáveis, cantam as aflições da carne, a morte dos que amam, a própria morte, e a morte do mundo conhecido. Cantam o amor e as suas imitações especiosas.”

As celebrações do 25 de Abril culminam num grande Baile. Com entrada paga a partir da meia-noite e com o homem, a lenda, o DJ Ferrari de volta a Casa e pela primeira vez na cabine do Rés do Chão. Ao seu lado, terá os antigos companheiros dos Capitão Fausto. Para um DJ set abrilista com sabor a festa de Natal do Musicbox (quem sabe sabe).

E não é tudo. No Primeiro Andar vamos ter outro velho amigo da Casa, o Gay da Cinema, artesão de memes, girador de discos de tudo quanto é baddie, antropólogo de reality shows e outros veículos da cultura popular portuguesa de hoje. Já no Sótão recebemos a primeira After Hours, uma festa inclusiva, “organizada por baddies e para baddies”, que pretende impor-se como um espaço seguro para todas as minorias. Com sets das nossas co-conspiradoras Sinnotsin, DJ Celine, Ellis Ferrére e Naomy Vissolela até o sol nascer.

Fonte: Press Release


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