Cambrafest chega à 14.ª edição com a primeira banda estrangeira da sua história

Os franceses Meule e os bracarenses Travo são os cabeças de cartaz de dois dias de rock em Vale de Cambra, a 9 e 10 de outubro, com entrada livre.
Vale de Cambra volta a receber o Cambrafest nos dias 9 e 10 de outubro. O festival é organizado pela Associação Académica de Cambra (AAC), com a Câmara Municipal de Vale de Cambra como co-organizadora e o apoio do IPDJ e da Junta de Freguesia de Macieira de Cambra. Esta 14.ª edição é também histórica: pela primeira vez, o festival recebe uma banda estrangeira. O cartaz junta nove projetos, com destaque para o rock psicadélico, o stoner e o rock instrumental.
Sexta-feira, 9 de outubro
A abrir o festival estão os Meule, a estreia internacional do Cambrafest. O trio vem de Tours, em França, e junta a guitarra e os sintetizadores de Valentin Pedler a duas baterias. Em palco, as duas baterias ficam frente a frente e partilham um único bombo, com um enorme sintetizador modular ao fundo. A música cruza krautrock, psicadelismo e trance analógico, e a banda já passou por festivais como os Trans Musicales e o Eurosonic, levando também a sua música a palcos no Canadá e na Coreia do Sul. Ganharam projeção internacional depois de serem descobertos pela rádio norte-americana KEXP, de Seattle. Chegam a Vale de Cambra com o álbum mais recente, Dare.
Os Madmess trazem o rock psicadélico pesado do Porto. O trio viveu vários anos em Londres, onde lançou o álbum de estreia, Rebirth, pela editora britânica Hassle Records. Desde 2017 construiu um lugar próprio no circuito europeu de heavy psych e o disco mais recente, The Third Coming, saiu por editoras dos EUA e da Europa.
Os Jepards chegam de Fafe. Estrearam-se com o EP Okay, Alright! em 2018 e lançaram depois o single “Cautionary Tales”.
Completam a noite as Hermanas Sisters, a dupla de DJs Inês Henriques e Marta Rocha, locutoras da rádio Antena 3.
Sábado, 10 de outubro
O segundo dia é encabeçado pelos Travo, banda de heavy psych rock de Braga. O álbum Astromorph God, de 2023, valeu-lhes uma digressão europeia, e o grupo tem apostado cada vez mais nos palcos lá fora. Passaram também pelo festival Eurosonic e gravaram uma sessão ao vivo para a rádio norte americana KEXP.
Os Cat Soup são um quinteto de rock instrumental do Porto, entre a precisão técnica e a energia crua do heavy rock. Já abriram concertos dos MAQUINA.,
participaram na Maratona de Bandas da Antena 3 e preparam o primeiro longa duração para 2026, que será mostrado no palco do Cambrafest. Em setembro fizeram a primeira parte dos concertos em Lisboa e no Porto dos franceses BRUIT≤.
Também do Porto chegam os Great Fool, uma banda que defende que o rock e a intervenção devem andar lado a lado.
Ricardo Lavrador, DJ local, também sobe ao palco neste dia com muita animação garantida em conjunto com o locutor da Antena 3, António Freitas.
O encerramento fica a cargo de Jorge Bastoz, DJ e produtor valecambrense que tem atuado nos principais clubes do país.
Um festival feito pela comunidade
Ao longo de 14 edições, o Cambrafest tornou-se uma referência cultural no concelho e um palco para bandas emergentes do rock nacional. O festival mantém a entrada gratuita e é sustentado por donativos e pelo apoio de parceiros.
“Receber pela primeira vez uma banda estrangeira é um marco para o Cambrafest e mostra o caminho que o festival fez ao longo destas 14 edições. Começámos como uma iniciativa da associação e hoje somos um palco onde bandas de referência do rock nacional se cruzam com projetos internacionais. Tudo isto só é possível graças ao empenho dos voluntários, ao apoio da Câmara Municipal e dos parceiros e, sobretudo, ao público, que ano após ano enche o recinto”, afirma Eduardo Marques, responsável e fundador do Cambrafest.
Fonte: Press Release

