800 Gondomar e Baleia Baleia Baleia lançam novos discos no Ano Comum

Bandas apresentam os recém-editados álbuns “Monday in Hiroshima” e “Outra Vez Arroz”, a 28 de fevereiro, na Casa Capitão. Programa da noite inclui ainda Cave Story e Cat Soup.
Raramente valorizamos o comum, o habitual, o que é consistente. Por exemplo, as bandas comuns, pessoas como nós a dar o que têm e o que não têm em palco, a tocar por essa Lisboa e esse país fora todas as semanas – por amor à música, sem a ambição de encher os bolsos e os estádios e os grandes pavilhões. Mas também os anos comuns, que começam e acabam no mesmo dia semana. Toda a gente sabe que os anos de 366 dias são bissextos, mas os de 365, são o quê? Anos comuns. Como este 2026. E como o ciclo de concertos que, no próximo 28, o mais comum dos últimos dias de fevereiro, se vai desdobrar pelos três andares da Casa.
O primeiro Ano Comum da Casa Capitão vai coincidir com o lançamento dos novos discos de duas dessas bandas, especiais porque comuns: Baleia Baleia Baleia e 800 Gondomar. Estes últimos vão apresentar o primeiro registo ao vivo, “Monday in Hiroshima”, online desde segunda-feira, 9 de fevereiro; enquanto os primeiros vêm tocar as canções do terceiro álbum de originais, “Outra Vez Arroz”, editado esta quinta-feira, 12, com o selo da Saliva Diva. Além destas duas apresentações, o cartaz inclui mais um par de nomes destacados do indie rock nacional, Cave Story e Cat Soup, sem nada novo para mostrar. Um par de concertos comuns.
Depois é a vez dos 800 Gondomar apresentarem “Monday in Hiroshima”, gravado há cerca de um ano naquela localidade japonesa. “Desconstruindo o registo habitual dos álbuns ao vivo, a perspectiva é neorrealista e não maximalista”, descrevem. “É segunda-feira e uma banda independente portuguesa dá tudo o que tem no outro lado do mundo, perante dez pessoas que pouco ouviram falar deles e que não entendem nada do que dizem. O silêncio e o constrangimento tornam-se personagens principais e a própria arquitetura um instrumento, de reverberação física e sociocultural.” Uma evocação dos milhares de outros artistas independentes que, em tais situações, só se têm a si mesmos.
Há três bilhetes para este Ano Comum. Uma edição limitada, de 50 ingressos, que dá acesso a todos os concertos e palcos da Casa até à meia-noite, à venda por 15€ (aos quais acrescem taxas Dice); bem como bilhetes apenas para o Sótão e Rés do Chão, ambos por 10€ (mais taxas). Vai ser uma noite comum. Vai ser uma noite do caraças.
Fonte: Press Release

